13 agosto, 2010

A fisiologia do cérebro explica muita coisa - IV

REQUISITOS DE LEITURA DESTE POST: Este "Relatório Cientifico" tem leitura autónoma. Isto é, para entender o que vai na mona de certa gente, influente, não precisa de queimar neurónios lendo resultados anteriores sobre Rogériografias aplicadas a outros cérebros. Faça-o, no entanto, se considera ser portador de um cérebro normal (é próprio dos cérebros normais pretenderem aumentar continuamente a sua cultura e conhecimento).
A imagem desta Rogériografia representa um cérebro tenebroso. Sendo hoje Sexta-feira 13, não se pense que é por azar que esta "chapa" saiu assim. Cérebros como este proliferam por aí e resultam de processos evolutivos educacionais complexos, mas já banalizados na sociedade em que determinados seres se desenvolvem (nem todos e não é por sorte).
VISÃO GERAL - É uma tristeza olhar para esta Rogériografia. Apresenta dois hemisférios praticamente iguais de um cinzento azulado próprio da grande maioria dos humanóides. Nada de zonas ocupadas pelos processos próprios de zonas verdes como são os lúdicos, das artes, da cultura, da observação, do amor, da amizade. Nada, zero, népia. Já por lá terão estado (todos os cérebros nascem iguais) mas foram definhando, definhando até à sua completa extinção. Por essa razão os processos de reflexão, de pensamento profundo e de acção consequente são dominantes, embora com tendência para se irem cobrindo e neutralizando abundantes processos de nível superior (como podem verificar na imagem, no hemisfério esquerdo). O ar circunspecto e o porte seguro dos portadores destes cérebros conferem-lhes uma presença credível e séria pelo que aparentam ser um cérebro normal embora não o sendo.
A inexistência de processos verdes retira a este cérebro qualquer capacidade de produzir alegria e felicidade ao seu redor. Todas as suas manifestações são de aparente bom humor dada a sua elevada capacidade de mistificar comportamentos, mesmo quando está confrontado com as situações mais adversas. Não perdendo tempo com ninharias sabem ocupá-lo trepando e tramando.

Na vida familiar tem um papel muito protector mas autoritário. Dá grande valor á educação mas, contraditoriamente desvaloriza leituras elevadas. Os filhos só frequentam colégios particulares e, quanto a artes, permite-as desde que não desenvolvam ideias. Assim, valoriza tudo o que é contemplativo ou sensitivo. Quanto aos pais, lembram-se deles e colocam-nos em razoáveis lares ou mesmo boas residências para seniores que visitam com equilibrada frequência…

Vida profissional? Estão na maior. Senhores de elevada capacidade verbal e até com dotes de oratória, ascendem facilmente na carreira chegando, na sua grande maioria a lugares do topo, chega qual for o ramo da actividade ou o sector. Frequentemente tratam os colegas como ferozes concorrentes e, à semelhança de outros cérebros anormais, usam as falsas verdades como patamares de trepadeira mas... arrepiam-se só de pensar que alguém possa comentar que começaram graças a uma valente e influente “cunha”. Gabam-se com frequência da sua brilhante carreira académica. Uns ostentam mestrados, outros até doutoramentos. Fazem-no mesmo quando não possuem mais do que o ensino básico (e conseguem ter crédito).
Actos cívicos? Sim, mas são imprevisíveis! Tanto acontece haver cérebros destes alinhados e militantes, como os podemos ouvir discorrer sobre o valor dos políticos, amesquinhando a sua actividade parlamentar ou autárquica. Votam sempre e o seu comportamento é, também neste domínio, muito parecido ao cérebro descrito no meu “relatório” anterior: votam sempre nos "aqueles" mas também votam noutros que se pareçam muito com "aqueles"...
ANÁLISE DETALHADA DOS HEMISFÉRIOS - O "relatório cientifico" original tem relevante descriminação. Contudo, no âmbito desta divulgação, afigura-se ser de primário cuidado a reserva da divulgação. Por outro lado, atendendo à frequência de persistentes afirmações da insondadibilidade do cérebro feminino, não resisto a introduzir neste post um documento que prova a intervenção nefasta de algumas mães, no processo educativo do cérebro hoje:
TERMINA NO PRÓXIMO POST (dedicado à comparação de cérebros dos diferentes géneros)