16 agosto, 2010

Pactuar com a estratégia de Pedro Passos Coelho é entrar num labirinto de onde dificilmente se sairá. Ponto-de-situação nº2

A figura analisada a preceito, desfaz dois equívocos: Primeiro - A bela imagem tem sido atribuída a M.C. Escher e não é. Trata-se sim do desenho da estratégia labiríntica da oposição, desenhada por Pedro Passos Coelho, visando a alteração da Constituição Portuguesa. Segundo equívoco - A figura de veraneante do Primeiro Ministro é uma montagem da imprensa cor-de-rosa, enganosa. Trata-se sim de Sócrates, perdido no labirinto, lendo a Constituição anotada, para estudar quais os artigos constitucionais onde vai ceder, após aquela gritaria que já começou a partir do Pontal...

No meu post "Pactuar com a estratégia de Pedro Passos Coelho é entrar num labirinto de onde dificilmente se sairá...", que publiquei em 26 de Julho, eu via (e continuo a ver) uma estratégia de risco, perfeitamente alinhada com os interesses em apagar, de uma vez por todas, os vestigios do 25 de Abril que ainda restam...

Depois fiz um primeiro ponto-de-situação em que escrevi que Pedro Passos Coelho estaria satisfeito com o teste à sua labirintica estratégia de alteração constitucional. Fiz essa análise olhando as sondagens então publicadas. Tinha antes, da sua proposta, 39, 2% e depois dela 36%. Perder pouco mais de 3 pontos, para perceber até onde o PS aceitaria ir na revisão constitucional, foi considerado por mim como não sendo nada mau para Passos Coelho...

No Pontal, Pedro Passos Coelho fez um discurso que antecipa semanas de grande gritaria e que deverá culminar com a viabilização do Orçamento do Estado. Sobre a revisão da Constituição, muitos consideram o Pontal um tiro de pólvora seca e eu também pois PPC guarda a artilharia para quando Sócrates estiver melhor preparado e os cérebros anormais votantes estiverem ganhos... Assim, está desenhada a estratégia. Assim eu a percebi desde o meu primeiro post sobre este tema!
NOTA FINAL - Tinha-me comprometido com o Carlos Barbosa de Oliveira responder às quatro perguntas que colocou lá as sua Crónicas do Rochedo, mas só vou responder à 5ª: Na festa do Pontal o vinho distribuido foi o palhete, sem que tal se deva associar à "irmandade do garrafão" dada a digna e fina assistência...