26 abril, 2010

Entre duas datas, que fazer com este bocadinho de liberdade?

A liberdade está a ser utilizada em projectos criativos, Oquestrada e Deolinda fazem-me rejuvenescer. Que fazer agora que regresso aos meus trinta anos?
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As canções, novas e panfletárias, estão de regresso. Passam mensagens populares, subversivas e ainda de versos contidos, com vozes impertinentes de mulheres que sentem que terão papel determinante num futuro que já tem odores mesclados de Abril e Maio.
Perceberam que rejuvenesci com isso. Assim, estou disposto até à madrugada do próximo sábado fazer lembrar que não é com um bocadinho de liberdade conquistada que calam o que Abril prometeu. Sim, da Liberdade foi só um bocadinho. A parte maior anda por aí a ser usada a medo...
Até grande parte de inofensivos blogueres vestem burquas, escondem-se sem que eles próprios saibam bem porquê. A outra grande fatia da Liberdade está a ser bem utilizada por novos vampiros. Estes, tal como os outros, comem tudo. Chegam a todos o lado, pousam onde lhes apetece, enchem as tulhas e bebem vinho novo. Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam mais que um ténue sentimento de liberdade que aproveitamos para queixumes e veementes protestos sem correspondência nos resultados eleitorais…
O meu programa, entre datas, vai ao sabor de pedidos que me foram feitos por amigos e pela minha filha mais nova. Será em toada de quem está a prestar contas pelos seus actos. Vai ser assim:
  • Amanhã – Que fazia eu em Angola (1969/71) com uma arma na mão?
  • 4º Feira – Porque é que eu, gajo urbaníssimo, sonhava com a Reforma Agrária?
  • 5ª Feira – Os meus contributos para a morte lenta da Indústria Transformadora
  • 6ª Feira - Porque é que, não devendo lá estar, vou para a rua gritar?
  • Sábado – 1º de Maio – Balanço de uma semana entre duas datas