25 abril, 2010

Escolas da minha vida: Agrupamento Escolar Nuno Gonçalves

Abanca-te e lê! Vale a pena ir ler o jornal da minha escola. ABANCATILÊ, aqui

Não vi as cerimónias oficiais de comemoração do 25 de Abril. Só li alguns jornais. Dediquei grande parte do tempo a revisitar a minha escola. Procurei ali a esperança num Abril Novo. E encontrei. Para minha satisfação vi lá coisas que me foram familiares, muito semelhantes ao que de bom eu vivi no meu tempo (ver o meu post de ontem). A minha visita virtual foi recheada de boas surpresas utilizando o excelente site da escola e os seu inúmeros blogues. E não vi, nem vestígios de marchas fardadas, nem de continências nazis... É uma Escola do 25 de Abril.

A minha sugestão aos professores
Não apaguem a História. Não reduzam os efeitos do 25 de Abril à conquista das Liberdades. Falem por favor:
  • da educação por sexos e na Mocidade Portuguesa
  • da queda do Império Colonial, nas alterações profundas na África Austral e no fim do apartheid. Falem no Nelson Mandela. Podem enquadrar isso explicando que eram cerca de 150 mil os jovens que andavam por terras de África a tentar adiar o destino...
  • das Nacionalizações, sem as quais não se teria reintegrado mais de 500 000 retornados das ex-colónias. Podem também dizer que a economia, nesse tempo, sofreu menos do que está sofrendo hoje...
  • das medidas sociais que resultaram dos primeiros governos, tais como o salário mínimo nacional e o subsidio de desemprego (1974/75)
  • da Reforma Agrária ...

É difícil falar de tudo isso? Claro que é. Mas acho mais difícil esconder e continuar ter mão nos putos quando eles desconfiarem que lhes estão a apagar a história e a distorcer o destino. Palavra. A gente miúda não racionaliza, mas sabe muito bem sentir a mentira...