19 março, 2013

Dias do pai, com testemunhos de filhas....


 I
Palminhas, olaré, palminhas
A mãe dá maminhas
E o pai, quando vier
Dá aquilo que trouxer

Veio, e nada trouxe
De mãos vazias
Olhou-a
E o menina sorria
como sempre fazia
 II
Mordiscava a ponta da caneta
Enquanto desenhava uma borboleta
Pousada sobre uma flor
Em baixo, em escrita trémula e desalinhada
Deixava a frase que a professora lhe segredara

III
Ser pai requer um nível mínimo
de serviço, preciso
Sê-lo todos os dias, com um sorriso
 IV
O meu quase-pai está sempre bem-humorado e nunca se zanga seriamente. É uma base estável e segura para se conhecer o mundo, do exterior do mundo. Presta-me ajuda quando preciso, bastando um hesitante olhar para que entenda tudo, como se lesse as entrelinhas da minha alma. (escreve ela)
V