21 março, 2013

Passaremos a ser a ausência dos lugares onde deviamos estar?

foto da Sofia Champlon de Barros

Há imagens reais para representarem o que é impossível imaginar. Mas peço-vos um esforço e que cada um de vós se imagine alguém que é, e, além de ser, ainda se desdobra na sua alma e no contrário dela. Isso mesmo: vós, vosso sentimento e vosso juízo crítico. Agora imaginem, num outro mais redobrado esforço, desertarem, partirem, deixando lugares vazios. Conseguem vislumbrar? Se sim, estarão a compreender o que nos está em risco de acontecer. E acontecendo, ninguem saberá onde pararemos, passaremos a ser a ausência dos lugares onde deviamos estar...
 
Ou voltamos ou seremos acusados de deserção.

13 comentários:

Filoxera disse...

Hoje, numa de filósofo...
Gostei desta divagação.
:-)
Beijos.

Maria João Brito de Sousa disse...

Não é fácil, o proposto... consegui-o anteontem, numa discussão interior, em decassílabo heróico... mas foi o meu contrário que, rapidamente, enviei porta fora...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Desculpe o acrescento, Rogério, mas não é para contrariar. Só para lembrar que muito do que pensamos que ainda está para vir já aconteceu e o ponto de retorno está mais à frente daquele em que nos imaginamos.

Rosa dos Ventos disse...

Nós somos nós e as nossas ausências!
Umas vezes propositadamente ausentes, outras porque nos ausentaram mesmo sem querermos...
Nem sempre as ausências equivalem a lugares vazios...

folha seca disse...

Rogério
Acho que percebi. Mas há lugares onde já estivemos (e bem) mas porque nos recusamos a dizer sim coma a cabeça, fomos corridos ou quase. Voltar não é por vontade própria é uma questão de ser aceite.
Abraço

O Puma disse...

Por vezes sós

mas nunca isolados

Rogério Pereira disse...

Rodrigo,

Quem impedem um povo de regressar?... é que eu não estava a falar de mais ninguém...

Anónimo disse...

tornar-se ausente é sinal de que se esteve presente.

há coisas piores - há povos que nunca estiveram em lugar algum e que cuja ausência nem ausência é - tô no meio de um
que
embora tenha valores outros, sofre de uma ausência crônica e nem reconhece isso.

Barbara

jrd disse...

Uma boa alegoria que nos fala de uma vida vazia.

ana disse...

A imagem foi muito bem escolhida, gela-nos a alma.
O texto é excelente.
Parabéns. :)

Lídia Borges disse...


"Desertar" é um verbo terrível quando se pensa que muitos "desertam" para não morrerem à míngua...


Um beijo

Jose Ferreira disse...

Num país onde um lugar ao sol é só para os que estão no poder, e não esqueçamos que assim tem sido há demasidos anos, rosa e laranja ... tudo desbotado e sujo de corrupção, os nosso lugar enquanto povo, é na frente da nação.
Escolha-se a diferença e deixará de haver ausência.

Beijinho, Rogério.

Anónimo disse...

Num país onde um lugar ao sol é só para os que estão no poder, e não esqueçamos que assim tem sido há demasidos anos, rosa e laranja ... tudo desbotado e sujo de corrupção, o nosso lugar enquanto povo, é na frente da nação.
Escolha-se a diferença e deixará de haver ausência.

Beijinho, Rogério.

O anterior saiu mesmo com o perfil do meu marido, desculpa.