21 março, 2013

Passaremos a ser a ausência dos lugares onde deviamos estar?

foto da Sofia Champlon de Barros

Há imagens reais para representarem o que é impossível imaginar. Mas peço-vos um esforço e que cada um de vós se imagine alguém que é, e, além de ser, ainda se desdobra na sua alma e no contrário dela. Isso mesmo: vós, vosso sentimento e vosso juízo crítico. Agora imaginem, num outro mais redobrado esforço, desertarem, partirem, deixando lugares vazios. Conseguem vislumbrar? Se sim, estarão a compreender o que nos está em risco de acontecer. E acontecendo, ninguem saberá onde pararemos, passaremos a ser a ausência dos lugares onde deviamos estar...
 
Ou voltamos ou seremos acusados de deserção.