31 maio, 2015

A segurança social acaba se a omissão e o wrestling continuarem a enganar o pagode

Os dados ao lado são do Expresso, jornal que a Minha Alma recomenda expressamente não ler (mas nem sempre seguimos o que a nossa alma recomenda), e que vejo repetido num outro lado, sob um título expressivo:

segurança social, ponto da situação: acaba em 2030


Dá o citado por certo que as propostas conhecidas, que o citado ignora, nem serão discutidas, talvez porque ele (também) esteja enfeudado às maiorias encontradas de entre os que decidem, no chamado "arco do poder"... 
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«Questionado sobre a forma como pretende resolver o problema da sustentabilidade da Segurança Social, o PCP enviou uma resposta ao PÚBLICO na qual destaca quatro medidas: Uma é a “eliminação das isenções e reduções da TSU que fazem perder mais de 500 milhões [de euros] de receitas por ano”. Outra passa por combater e recuperar as “dívidas à Segurança Social, que cresceram enormemente com o Governo PSD/CDS-PP, devendo ultrapassar largamente os 10.000 milhões de euros”. A terceira pretende completar o actual sistema de cálculo das contribuições com um outro baseado no lucro das empresas, ou seja, as grandes empresas, com lucros superiores a meio milhão de euros, contribuiriam mais para o sistema. A quarta passa por reforçar o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social através do imposto de 0,25% sobre as transacções financeiras. A estas medidas associam-se outras como a aposta na produção nacional, na criação de emprego, no aumento dos salários e do salário mínimo nacional.»

Não sabemos se outros terão respondido ou se limitaram as respostas ao wrestling com que distraem fazendo aparências de luta quando estão de acordo nas questões de fundo.