28 maio, 2015

Ampliar as Fontes de Financiamento da Segurança Social...


Desde os anos trinta, com o libelo de Chaplin contra a desumanidade do sistema capitalista, que as formas de exploração não têm parado de evoluir. E se é certo que o "taylorismo" está ultrapassado não é, contudo, menos desumana a sanha que se lhe seguiu da procura do sucesso e do lucro. Na verdade, não são as condições de trabalho, a racionalização das pausas e horários e a redução do esforço humano que tem determinado a evolução dos processos, designadamente os processos produtivos e, dentro destes, os processos industriais. O que tem determinado tal evolução, é tornar os processos menos dependentes do factor mão-de-obra. Reduzir a componente "custo do trabalho" no valor incorporado ao produto, tem sido a preocupação dos patrões da indústria e dos accionistas.  Preocupação que tem tido boas respostas no desenvolvimento de tecnologias da automação, da robótica, da  inteligência artificial, das "células por tecnologia", entre outras. A indústria automóvel foi, durante muito tempo, o exemplo disso e administrações mostram, orgulhosas, aos accionistas naves pejadas de dezenas de robots sem que se aviste vivalma. Nos Tempos Modernos de hoje podemos observar que nenhum sector escapa a essa lógica, nem sequer a indústria alimentar, para já não falar da "desmaterialização dos processos administrativos". O sonho das administrações, dos accionistas, é obter o objecto do lucro sem empregar pessoas. As máquinas não engravidam, nem se sindicalizam... nem pagam TSU nenhum.
Mas com a iniciativa hoje conhecida isso poderá mudar. Felizmente que alguma imprensa a explica.
Vai ser chumbada? Não me admiraria. Mas fica a semente...