03 maio, 2015

Filhos, hoje o dia é delas...


A memória que fica

Depois do ventre, o seio
O colo
A caricia e o consolo 
O perfume que permanece
Enquanto se cresce
A mão na testa
A mão que tapa
A mão que lava
A mão que trava
(Por aí não, filho)
O sorriso
O ralhete, no momento preciso
E a memória que fica
muito depois da partida
Rogério Pereira