05 maio, 2015

É que existe uma fronteira estreita e ténue entre "azedume" e "amargura"... irei procurar exemplos, para já deixo-vos este


Porque é que este sonho absurdo
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?

Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.

                          José Gomes Ferreira

9 comentários:

Cristina Cebola disse...

Raiva com rosas não combina!
Mas transformar raiva em rosas, pode ser a perfeição...

Gostei muito do poema, e do olhar para dentro, da imagem...

Perfeito, diria eu...

maceta disse...

profundidades...

Janita disse...

Se olharmos bem para dentro de nós, talvez seja possível descobrir porque razão não vencemos a amargura e acabamos com o azedume...
A mistura de rosas pode perfumar, mas não deve ser suficiente para adoçar!

Abraço!

luís rodrigues coelho Coelho disse...

A vida tem destas cores explosivas.
Vamos vendo as misturas ou procurando acertar os nossos passos na busca de uma justiça

Lídia Borges disse...

Não há azedume mais perfumado do que exala de José Gomes Ferreira.
Há pessoas que por, mais amargas, não são capazes de amargar.

Bj.

Graça Sampaio disse...

José Gomes Ferreira era um poeta grande de mais para pensar em azedumes... Amargura, mágoa, talvez, mas o azedume tem uma conotação negativa e isso não era com ele, nem rima com vida...

© Piedade Araújo Sol disse...

profundo como só ele.
um belo poema do José Gomes Ferreira.
beijo
:)

heretico disse...

os espinhos da vida
e o perfume da rosa...

alquimista da palavra poética, o Zé Gomes Ferreira.

abraço fraterno

Fê blue bird disse...


A realidade é mesmo assim, nunca nos obedece.

Um beijinho