27 maio, 2015

O poeta e a coerência de quem nunca escreveu um verso

«Não este não arrisco logo existo / de cócoras à espera de uma sopa. (...) / Pátria minha quem foi que te não quis?» - Manuel Alegre, in "Resgate"
«Não defendemos isto (saída do euro) como ato súbito. O que dizemos é que temos a obrigação de nos preparamos, como um processo, não como um ato súbito.» - Jerónimo de Sousa, entrevista TVI

Há homens, que nunca tendo escrito um verso, são mais poetas que alguns poetas que eu conheço. A tais poetas requeiro que a alma seja conforme com a palavra, com coerência e sem ressalva. Não há, neste comentário, nada de pessoal, demolidor. Não senhor. É um comentário de esperança de que o homem seja conforme o verso. 
Jerónimo? Esse é a coerência de sempre, que um precedente encoraja e a nossa luta anima!

2 comentários:

heretico disse...

uma boa e esclarecedora entrevista, sem dúvida!

abraço

Joana C. Silva disse...

Eu não sei se houve algum referendo para entrarmos na união europeia, mas se não houve não fez qualquer sentido a nossa entrada e faz todo o sentido neste momento discutir a saída. Quando à entrevista do Jerónimo de Sousa na TVI, eu considerei que se comportou como um cavalheiro enquanto da Judite de Sousa atacava todas as suas propostas, mesmo quando eram demasiado boas para serem atacadas.