24 maio, 2015

Geração sentada, conversando na esplanada - 89 ("Não se pode fazer da Educação um acordeão de romaria que se abre e se fecha ao sabor das ideologias e dos interesses dos "pensadores" de meia tigela sedentos de eternidade.")

(ler conversa anterior)
«...A escola tradicional azedou, passou à história, está longe das exigências das sociedades de hoje e mais longe dos ideais de uma Escola inclusiva, uma Escola para todos. Os defensores do mito do passado, sabem bem o que fazem, o que querem...
Não se pode fazer da Educação um acordeão de romaria que se abre e se fecha ao sabor das ideologias e dos interesses dos "pensadores" de meia tigela sedentos de eternidade. É um crime!»

Lídia Borges, num comentário à "Redacção do Rogérito..."
"Os socialistas já não vão acabar com os exames nacionais para os alunos dos 4º, 6º e 9º anos de escolaridade. A introdução de exames no fim de cada ciclo escolar (4º, 6º e 9º anos) foi uma das medidas tomadas por Nuno Crato que os socialistas mais criticaram, desde que entrou em vigor em 2012. Por várias vezes, o PS teceu duras críticas aos exames e chegou mesmo a acusar o ministro da Educação de querer voltar "à escola elitista". O ex-ministro da Educação Augusto Santos Silva defendeu várias vezes o fim dos exames no básico."
Ana Petronilho, no "Económico
 

O filho da Rita veio à frente, só depois ela apareceu para se juntar ao grupo das professoras. "Então, correu-te bem a prova?" O miúdo respondeu com um "mais ou menos" distraído mas sublinhado com um encolher de ombros significativo, para de seguida abraçar o cão. Eu e o engenheiro ficámos olhando a cena, sem a comentar. Já nos conhecíamos o suficiente para sabermos que ambos estaríamos a pensar no  acordeão de romaria a que se referira a Lídia.