03 janeiro, 2016

Marcelo é um cínico? Belmiro um benemérito? Mais de 80 mil euros de espaço? É obra!

Extractos da tabela de publicidade do jornal "Público" (confirme aqui)

Quando Marcelo afirma e proclama que fará uma económica campanha, estará a ser cínico? 
Claro que é uma leitura possível. Olhando a capa do Público de hoje e aquele seu sorriso, quase de corpo inteiro, acho que é mais um sorriso zombeteiro, a gozar com o pagode. Só pode!
Quando Belmiro aceita perder uma capa e sete páginas de receita não arrecadada, por espaço de publicidade não facturada, está a ser benemérito? Não creio, Belmiro não é um "mãos-largas"!

Nem sequer me parece que o Público faculte espaço a troco de um rasgado elogio que Marcelo proferiu um dia numa sua homilia...
Sete páginas e uma capa custam uma pipa de massa.
Contas feitas pela tabela, 82 480 euros! Foi o que ganhou a campanha de Marcelo? Foi o que o Belmiro deixou de ganhar? Será que me estou a precipitar e, um dia destes lá estará o Edgar? Não puxando a brasa ao meu candidato, fica no ar a perspectiva da falência do Público? Nem pensar! É que dar o mesmo espaço aos 10 candidatos seria um rude golpe na sua já fraca saúde financeira...

9 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Belmiro de Azevedo, benemérito? Belmiro dá um chouriço a quem lhe der um porco. E 82.480 euros é muito chouriço! O mesmo tratamento para os 10 candidatos? Pois eu já não acredito no Pai Natal.
Um abraço e uma boa semana

Agostinho disse...

Boa noite, Rogério.
É verdade que o Público anda pelas ruas da amargura. Se folhearmos o diário quantos anúncios pagos encontramos? A maioria são do próprio grupo. Ou seja, dinheirinho fresco... "visteziu". Acredito que o jornal não irá tratar mal os outros candidatos; assim desejo, como desejo que não acabe.
Outra coisa é o sr professor manifestar-se adepto da campanha pobrezinha e ir para o refeitório com uns figurantes comer umas sandochas...

Rogerio G. V. Pereira disse...

Pois eu também não.

E lembro que para Belmiro o sucessor de Cavaco,
o mais seguro
para continuar a aumentar o seu pecúlio
é Marcelo

E lembro outra coisa:

«Se, em 2011, ano em que Portugal foi forçado a pedir assistência financeira internacional, a fortuna de Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo ascendia a 6,47 mil milhões de euros, hoje a conta bancária conjunta dos três magnatas está recheada em 7,7 mil milhões de euros. Na prática, isto significa que a riqueza dos portugueses mais ricos do Mundo aumentou em 1,23 mil milhões de euros, o equivalente a um crescimento de 19%, durante os três anos de estadia da troika em Portugal».

O Público
dará a Marcelo
todo o espaço do mundo

Rogerio G. V. Pereira disse...

Agostinho

Não irá tratar?
É que já não trata!, nem um bocadinho!

Abraço

PS: a partir de amanhã, passo a ler o Correio da Manhã

Anónimo disse...

Rogério,

Percebe-se porque Marcelo se julga já eleito...

Abraço meu amigo

José Luis

Rogerio G. V. Pereira disse...

Pois é

o Belmiro
e
a gente abastada
da nossa praça
dá-lhe essa arrogância
e muita lata

Abraço, ó meu

Ana Freire disse...

Político... que não é cínico... talvez Jesus Cristo... e nem mesmo na sua época agradou a toda a gente...
Cinismo... e capacidade de defender exactamente o oposto... do que afirma... são as qualidades fundamentais de qualquer político... para mal dos nossos pecados...
Belmiro benemérito?! Que o digam os criadores nacionais, que têm os seus animais a morre à fome... por este preferir carne espanhola... da Irlanda... e afins... uma pequenino exemplo de "benemeritice"... ;-D
Abraço
Boa semana!
Ana

Rogerio G. V. Pereira disse...

Ana

Sobre o que diz de Belmiro, é mesmo isso

Sobre o que diz ser comum a qualquer político...
Sinto-me atingido.
Sou eleito e milito num partido...

Pronto, mas como é uma recém-chegada
está desculpada

Agostinho disse...

O CM é que não.
É o DR de toda a nação. Está presente em todos cafés para manipulação da farinha. Onde bebo café também. Por vezes pego-lhe para ver até que ponto vai o embuste. E chamaram algumas figuras de esquerda como cronistas para compor a sala e enganar incautos.