02 janeiro, 2016

"Os Gatos Não Têm Vertigens" - Ou eu estou a ficar piegas ou há críticos que só escrevem balelas....

Acabo de ver, em casa, sem pipocas a serem mastigadas...
Todos sabemos que, nos dias que passam a realidade tratada numa tela e passada numa sala fica a léguas da realidade, aquela vivida tal e qual.
E depois, que tem de mal?, se o que for passado nos faz pensar na vida?
Que este e aquele e o outro são personagens estereótipo, não discuto...  Mas numa sociedade de estereótipos, tal não me importa muito...

27 comentários:

Olívia disse...

Eu sou mesmo piegas. Sempre fui.

Gostei muito!!!

Concordo com a sua "critica". À ficção cabe a função de recriar e não apenas de reproduzir o real. Fazer pensar e não pensar pelos demais.

Bj.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Olívia,

Fui procurar referências

...e, afinal
ser piegas
tende a ser banal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mios_Sophia_de_2015

Margarida Alves disse...

Orgulhosamente piegas! Porque gostei do filme. Uma ideia muito interessante, muito bem desenvolvida e muito bem interpretada. Que querem mais?
Quem não gostou, que se deleite com o Pátio das Cantigas em versão 2015...
Abraço e bom ano.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Olá Guida
que sejas bem aparecida

Quem não gostou nem sei. No meu texto refiro (sem citar) o que li de dois críticos - do Público - diz um deles:

"É por isso que é penoso ver um cineasta tão estimável, e um dos poucos que sabe o que é filmar para cinema, a atolar-se sem apelo nem agravo com Os Gatos Não Têm Vertigens."

Acho que percebo o tipo e até adivinho do que ele não gostou!

Margarida Alves disse...

Estarás a pensar o mesmo que eu, sobre o que o tal crítico não gostou? Até aposto...

Rogerio G. V. Pereira disse...

Guida,

Eles não gostaram de várias coisas... mas a gota de água terá sido a manif e a forma em como esta foi comentada.

Se era esta a tua aposta... :))

Graça Sampaio disse...

Também estive a ver e gostei. Até porque não tem um tom piegas! Foi uma bela história de amor. E alguém tem alguma coisa contra o amor?

Beijinhos e Bom Ano! (sem pieguices...)

Rogerio G. V. Pereira disse...

Graça,

Sim, uma bela história de amor
Mas também:

- Um libelo contra o isolamento dos velhos
- Um testemunho sobre a forma de se ultrapassar a marginalidade
- Uma mensagem de confiança sobre o futuro
- Um desafio à participação cívica

tudo isso, sem pieguices, como dizes

Elvira Carvalho disse...

Ainda não vi. Gostei da apresentação. Gosto da Maria do Céu Guerra e do miúdo o João Jesus. Vi o "Pátio das Cantigas" versão Leonel Vieira e gostei tanto que nem o vi até ao fim.
Um abraço e BOM ANO

Janita disse...

O entendimento entre dois seres que se encontram carentes de companhia e afecto, que se completam numa união que só lhes traz alegrias e renova a vontade de viver, por acaso conhece a diferença de idades que possa existir?
Ser feliz e colmatar o estado de solidão, é o mais importante, o que conta numa relação. Amorosa ou de profunda amizade.
Ainda alguém se lembra do último marido de Edith Piaf? De seu nome artístico Théo Sarapo? O mundo escandalizou-se com esse casamento e acusou o jovem de se aproveitar da fragilidade da cantora...pura especulação!
Foi este jovem que fez Edith ter um final de vida feliz!

Não vi este filme, mas ainda hei-de ver, e sei que irei gostar!

Um abraço, sem demagogias.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Elvira

A ver
e a rever
aqui fica

https://youtu.be/AK6h5s8_8p4

Rogerio G. V. Pereira disse...

Janita

Por acaso, a perspectiva aqui (neste filme, sublime) até nem é essa... veja...

https://youtu.be/AK6h5s8_8p4

Elvira Carvalho disse...

Obrigado pelo link. Já vi e gostei. Muito. Uma história bem dos nossos dias.
Um abraço e bom Domingo.

Portuguesinha disse...

Se viste nos Telecines, vê também o VIRADOS DO AVESSO, que passou dias depois. Esteve no ar no dia 1.
Eu agora a ir ao cinema é só para ver filmes portugueses. Prefiro ser surpreendida por estes, a correr o risco de me sentir decepcionada com um americano.

Não vejo mal algum em se fazerem filmes deste género. Afinal, porque é que temos de aceitar as "balelas românticas" americanas e não podemos aceitar as nossas? Gente que morre e vira fantasma com quem a conjugue conversa, ajuda ao próximo, solidão, o genro "vilão" que deixa cair a máscara no final... Qual o mal nisso? Ao menos, entretém e passa uma mensagem positiva ;)

Portuguesinha disse...

Li essa crítica depois de ter visto o filme no cinema, em Dezembro passado. E fiquei de boca aberta, além de perceber que ali havia "gato" e talvez afetado por vertigens, rss :)

Rogerio G. V. Pereira disse...

Portuguesinha

Apenas entretém e passa uma mensagem positiva?
Se quer que lhe diga,
no facebook, respondendo a uma amiga
fui mais longe. Escrevi assim:

Se houver, por aí, um cine-clube que promova à discussão pública do filme... que o leve aos Centros de Dia, das paróquias e IPSS... que o leve aos centros de acolhimento e tutela de menores...
(há tantos, institucionalizados...)
que o leve a passar em clubes de bairro...
ah, e já agora que se convide gente do MURPI e da INTERJOVEM...

Boa?

Rogerio G. V. Pereira disse...

Ainda bem que gostou
Guarde
e reveja mais tarde

Abraço deste seu amigo
e um bom Domingo

Janita disse...

Rogério,

Segui o link mas não vi tudo porque é de quase duas horas o que me leva a supor ser o filme na íntegra, e eu quero vê-lo com tempo.

Parece-me que o Rogério é que não entendeu o meu ponto de vista.

Entre tantos terraços que há em Lisboa foi aquele, da mulher que vive só, que o jovem escolheu para se abrigar. Puro acaso ou destino...

Neste diálogo:
- "Tu não tens uma namorada?-
Resposta do jovem:
" Para que preciso de uma namorada se te tenho a ti?"

Repare que em cima faço referência a um grande Amor ou profunda Amizade...Qual é a diferença? Muita...ou nenhuma!!
O importante é que sintamos ter alguém em quem confiar, percebe onde quis chegar?
Se a perspectiva do filme não é essa, então, voltaremos a falar quando eu tiver visto tudo.

Se o filme foi mal visto pela crítica, não me interessa nem é isso que ponho em causa.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Acho que entendi, mas de facto, o filme não é (fundamentalmente) sobre uma relação amorosa (embora seja um filme de amor).

Nele há de tudo. É um trabalho que levanta várias questões importantes, tais como, a ditadura fascista e a repressão, a vida de rua a marginalidade e os problemas dos jovens, a prostituição, a viuvez, a solidão, a velhice, o encaminhar para os lares, o decidir de venda de bens dos outros pelos mais novos ainda com o defunto por enterrar, e o estimulo a enfrentar confiança nas capacidades dos jovens.

Respondi à Portuguesinha, que devia ser um filme a passar em muitos lugares... e sobre ele, claro, também se podia falar de amor!



Agostinho disse...

Não vi o filme pelo que não me posso pronunciar sobre o mesmo. Passei de viés os comentários acima e o que eu posso afirmar é que no ceu e no inferno está gente cheia de preconceitos mas na terra há mais. Ainda com bafio do antigo.

Ana Freire disse...

Pela minha parte... adorei o filme... e descobrir este blog... parabéns por este espaço!
Boa semana! Bom ano!
Abraço!
Ana

Ana Freire disse...

Pela minha parte... adorei o filme... e descobrir este blog... parabéns por este espaço!
Boa semana! Bom ano!
Abraço!
Ana

Rogerio G. V. Pereira disse...

Agostinho,

Vale a pena ver. E aqui fica

https://youtu.be/AK6h5s8_8p4

Rogerio G. V. Pereira disse...

Obrigado Ana

e ainda bem que veio

Abraço (vou retribuir e visitar o seu espaço)

Fê blue bird disse...

Para mim foi uma autêntica surpresa, não da interpretação brilhante da Maria do Céu, mas do jovem actor João Jesus.
Emocionei-me, porque gosto de ser piegas :)

Um brinde aos filmes que nos fazem felizes.

Beijinho

Rogerio G. V. Pereira disse...



O filme é de uma unidade perfeita.

Emocionar-mo-nos não é mera coincidência...

Beijo

Maria Eu disse...

Vi quando estreou no cinema e gostei muito. Pode-se dizer que não é um grande filme mas é bem interpretado, bem filmado, e tem uma história terna.

Beijinhos, Rogério. :)