17 agosto, 2019

Alexandre Soares dos Santos (1935 - 2019) in memoriam


Faleceu um empreendedor de sucesso que era fã do Herman José, do Marcelo, de Ministros ou talvez não seja bem assim e todos esses é que seriam fãs dele. Em tempo enlutado, a minha dúvida não vem ao caso. Era na verdade uma figura ímpar, maior que aquele outro que bem vendia areia no deserto ou outro que tal que fazia desconto na venda de gelo em plena Gronelândia.
Ele conseguiu o feito de vender coentros espanhóis a um gajo com costela alentejana (e a foto não engana)
Era o máximo


Quando a rede de retalho do agora falecido inundava o mercado de tão nacional erva de cheiro de proveniência inesperada , veio a Janita a terreiro dar a alternativa encontrada:
Pois eu já fiz uma bela sementeira de coentros, para consumo próprio (...) Um simples vaso, de preferência daqueles rectangulares compridos e até numa varanda podem crescer, ficar viçosos e serem consumidos.
Resposta minha:

Seu comentário é perfeitamente ajustado.
Face à perda de soberania, para a produção em escala,
opte-se pela que trata da economia da sobrevivência
ou seja
plante-se num mesmo vaso, com esse jeito
com o devido preceito
todas as ervas de cheiro
no nosso quintal,
plante-se o laranjal,
as vacas e a manjedoura podem ficar no corredor,
porcos no patamar,
batatas na varanda,
cenouras e beterrabas na outra banda,
O quarto passa a aviário
e faça-se aquicultura na banheira
Depois coloque-se à porta uma bandeira
e antes do galo cantar
cante-se o hino nacional

PS: a foto sobre a renda
não é sinal exterior de riqueza
é que o sol, pela claridade
ofuscava-lhe a castelhana proveniência


 

1 comentário:

Maria João Brito de Sousa disse...

Sem dúvida. Reconheço que o falecido empreendedor conseguiu vender-me coentros espanhóis no tempo em que eu ainda conseguia arrastar-me pelos corredores de um dos seus supermercados.

Abraço