(reeditado)
Soubesse eu desenhar um só som que fosse
Soubesse eu escrever entre claves de várias partituras
Palavras e quadras (1) alegres, graves, suaves ou duras
Que sob a forma de canção
Te desse deste dia toda a sua dimensão
De arco, balão, vestes antigas e com antigas lembranças
Desceram a avenida com marcação e sorrisos
Da Liberdade de que desceram esquecidos
de antes sonhadas e ansiadas esperanças
Soubesse eu desenhar um só som, que nos fosse querido
E escreveria, à memória dos meus mortos (2) um hino
Que lembrasse, também, um sermão esquecido (3)
Desse, que trás ao colo um menino
Povo tão afastado de si, bem levado se leva
Quem de alegria mascara a treva
(1) desgarrada (2) meus mortos (3) sermão esquecidoRogério Pereira
Podes achar que não sabes desenhar um som, mas dizer o teu poema em voz alta é desenhar um som.
ResponderEliminarCantar um poema, mais que desenhar é colori-lo
EliminarMuito bom e gostei!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Que bom teres gostado
EliminarBjs
Perfeita a pintura, até a clave de sol está perfeitinha, e o poema, gostei muito!!
ResponderEliminarAplaudo!
Uma boa semana, beijo.