Ontem deixei dito que estava lá, na fila da frente e que viria contar como foi. A sala meio-cheia manteve a atenção concentrada todo o tempo. Na mesa, ladeando José Goulão, dirigentes da "Desenhando Sonhos" e da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação.
Do tanto dito pelo jornalista e membro da Presidência do CPPC, remeto para a leitura e fixo-me no que menos se fala:
«Existe muito mais mundo para lá da Europa. Entidades de integração regional como a União Económica Euroasiática, inicialmente dinamizada pela Rússia, a Organização do Tratado de Segurança Colectiva, a Organização de Cooperação de Xangai, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a recentemente instituída União Comercial do Sudeste Asiático, a Iniciativa Cintura e Estrada – chamada também «a nova rota da seda» – promovida pela China são exemplos de convergências que envolvem a esmagadora maioria da população do mundo e que têm incidência crescente em regiões até muito distantes, sobretudo do imenso Sul Global ainda em défice de desenvolvimento. E que funcionam muito mais em sistemas de cooperação do que de dependência e submissão.
Esta poderosa realidade, que é inexistente para quem vive sob a tutela da informação corporativa, tem uma dinâmica inimaginável e poderá ser preponderante na economia mundial talvez mais cedo do que seria de supor.
A partir de agora a Rússia orientar-se-á muito mais para Oriente, virando gradualmente as costas ao Ocidente, o que nada terá de favorável para a Europa apesar de o comportamento irresponsável e arrogante dos dirigentes continentais fazer crer o contrário.
O fiel do equilíbrio de forças está a deslocar-se para o Oriente, a um ritmo notável, enquanto a Europa, arrastada por um militarismo sugando recursos que existem e mesmo os que não existem, mergulha cada vez mais fundo na crise económica, energética, tecnológica, ambiental e, inevitavelmente, social.
A Europa pode estar a caminhar para um destino inquietante para todos os que nela vivem: o de se transformar numa península ocidental quase irrelevante da grande massa continental euroasiática.»
José Goulão
As TVs não falam do que se passa nesse lado do mundo.
ResponderEliminarO mundo está reduzido à dimensão da mensagem que se quer fazer passar...
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ResponderEliminarNeste momento a comunicação social está toda alinhada a glorificar Zelensky e o resto não lhe toca.
Gostaria que visses o vídeo que tenho no SÂO : é uma entrevista longa de um militar estado-unidense reformado , mas vale a pena ouvir.
Gostaria também que comentasses o vídeo que coloqyeu no Facebook e que mostra a brutalidade da polícia israelita no funeral das jornalista que o exército judeu assassinou .
Abraço
São, será uma entrevista ao coronel Richard Black, que também partilhei no meu mural do FB? Não a consegui encontrar no seu blog...
EliminarAbraço!
Já vi... é um discurso que passa ao lado da verdade única...
EliminarAbraço aterrorizado
Abraço preocupado - muito! - mas sereno.
EliminarNão chorarei sobre leite derramado, mas garanto-te que tenho imensa pena de não ter podido estar presente.
ResponderEliminarAbraço, Rogério!
Foste uma não-ausente!
EliminarAbraço
A comunicação social só dá relevo aquilo que lhes interessa que o povo absorva.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom domingo
Assim é, eu chamaria isso manipulação!
EliminarAbraço
O texto é extenso mas muito elucidativo, especialmente se lermos também as caixas de chamada a outros artigos, desta forma podemos recriar a fita do tempo e assim perceber como se criam "Democracias" e se ilude a plebe utilizando a comunicação social alinhada com os interesses instalados.
ResponderEliminarForte abraço
A intervenção de José Goulão (45 min) cobriu todas as ideias força que se encontram nesse texto. O CPPC está a fazer um trabalho louvável... e não espanta que seja silenciado...
EliminarForte abraço