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15 julho, 2025

FUI À VOZ DO OPERÁRIO. SAÍ DE LÁ, NÃO SÓ REJUVENESCIDO, MAS TAMBÉM ESPERANÇADO... II


Saí da esplanada, lá na Graça, e fui a passo de passeio em direção ao que ali me levara. Ao atravessar a rua, parou um tuk-tuk conduzido por uma simpática imigrante, que me deu prioridade. Depois passou outro, e outro e outro ainda. Se a Graça é uma das zonas de turistas mais frequentada, ela, a zona, também tem vida graças a milhares de gentes oriundas da imigração que preenchem lugares nessa promissora industria, onde cada porta é uma venda.

Chegado à Voz do Operário o coração bateu forte pela corrente que se prestara à entrada. Só encontrei lugar na galeria. Escolhi a primeira cadeira, ainda vaga, pois teria que sair a tempo de ir fazer o que tinha de ser feito. Ao meu lado, à direita de mim, gente idosa. À minha esquerda, sentados num degrau, um jovem casal, com discreto comportamento de namoro. Ela segurava um sorriso. Ele, dois cravos vermelhos. Provoquei-os e por resposta tive a oferta de um dos cravos. Em troca, dei-lhes 20 dos meus 80 anos e senti-me rejuvenescido, sentimento reforçado pela dominante predominância de tanta juventude, espalhada pela sala.

Na plateia, já bem cheia, ainda ia chegando gente. E vi, por ali, inesperadas pessoas que se iam juntando aos que estavam, designadamente "Capitães de Abril". Reconheci-os, mas não tinha presente o nome e socorri-me do jovem que me dera o cravo para o questionar. "Quem é?" e, da ponta-da-língua, lhe saiu o nome.

Postos os actos formais e o discurso de abertura, veio a esperada intervenção.

E não foram apenas as palavras ouvidas por parte de quem as disse, foi por todo o contexto, pelos aplausos e cânticos, pela transbordante confiança e pela presença de tanto jovem, que saí da Voz do Operário cheio de esperança e com a convicção: "Mudar o Mundo não nos custa muito, leva é tempo".




16 janeiro, 2024

MUDAR O MUNDO NÃO CUSTA MUITO, LEVA É TEMPO!

Trago desde sempre esta música dentro de mim... e
Não desiludam o meu esforço
Não refreiem o meu empenhamento
Não sei se mudo o Mundo muito ou pouco
Se não o mudo, pelo menos tento 

15 julho, 2023

SÁBADO, UM DIA CHEIO DE FORTES EMOÇÕES

 

A meio da semana, o João M. Freitas Branco ligou-me a dar a notícia: o Rui Andrade tinha tido um AVC e entrara em coma induzido e com prognóstico muito reservado. No dia seguinte deu-me a triste notícia. Ontem, decorreu o velório. Hoje de manhã deu-se a cremação e participei, emocionado, à prestação das merecidas homenagens dizendo de mim para mim "os nossos mortos não morrem"...

Quem era o Rui? Um camarada que comigo fora eleito pela CDU, em 2017, para representar esta força política na Assembleia da minha Freguesia. Um camarada que, por estarmos juntos a defender os interesses das populações e a lutar por reclamações antigas, fiquei a conhecer em toda a sua dimensão, quer na humana quer na honestidade política, aprofundando uma relação de sincera amizade.

Até sempre, camarada!

_____________________

Mas as emoções deste sábado não se ficaram por aqui e as vividas, de tarde, foram no sentido de reforçar o meu ânimo. Desde as canções que trago dentro de mim, até às palavras gritadas com determinação, tudo isso mexeu comigo e me provocou grande emoção. 

A sala principal da Voz do Operário não chegou. Foi preciso montar um ecrã gigante noutro recinto para acolher todos os que quiseram participar no ato de solidariedade "Juntos por Cuba", com a presença do Presidente Miguel Diaz-Canel.

Das intervenções ouvidas reforço a convicção:

MUDAR O MUNDO NÃO CUSTA MUITO, LEVA É TEMPO E REQUER EMPENHAMENTO



25 novembro, 2022

DESMENTIDO E REPETINDO A ERRATA QUE CORRIGIA O QUE HÁ MUITO VINHA DIZENDO ...

(Reeditado, por força dos comentários que ontem me fizeram)


O desmentido:
Quando, não há muito, dava conta do surgimento de nova humanidade ir mudar o Mundo baseando tal notícia num facto, por mim contado, e em milhões repetido, sustentava-a num Estudo realizado que dava a evidência científica, podendo-se ler no relatório distribuído à imprensa: «Das duas pupilas dos novos seres, a mais pequenina, apresenta uma espécie de nervo óptico que liga o olho ao coração. Assim, é provável que estejamos em presença de uma nova humanidade, e esta possa estar mais apetrechada para lidar com adversidade ou até a anular. Só nos resta esperar». 
(A PROPÓSITO DOS COMENTÁRIOS QUE ONTEM ME DEIXARAM, REEDITO)
Surge agora o desmentido: o Mundo não só perdeu tal capacidade de passar a ver com o coração, como cegou. Hoje todos podem continuar a olhar, mas perderam a faculdade de poder ver. 
A errata
  • Onde se lia "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo", deve passar-se a ler "Mudar o Mundo custa muito e é imensurável o tempo que pode levar"
  • Onde se lia "O futebol é tão só e apenas a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar", deve passar-se a ler "O futebol é mesmo a coisa mais importante com que nos devemos preocupar"
  • Onde se lia "Não precisamos apenas de palavras dirigidas à alma, que nos arrepiem a pele, que nos emocionem. Precisamos de palavras-adubo, palavras-semente e sobretudo de ideias", deve passar-se a ler, "Precisamos apenas de palavras dirigidas à alma, as dirigidas à razão não contam para nada"
PS: Se disserem que este post é pessimista, eu nego! 
É só mais um apelo à reflexão e não um deitar a toalha ao chão... 

28 junho, 2020

Desmentido e errata corrigindo muito do que há muito venho dizendo...


O desmentido:
Quando, não há muito, dava conta do surgimento de nova humanidade ir mudar o Mundo baseando tal notícia num facto, por mim contado, e em milhões repetido, sustentava-a num Estudo realizado que dava a evidência científica, podendo-se ler no relatório distribuído à imprensa: «Das duas pupilas dos novos seres, a mais pequenina, apresenta uma espécie de nervo óptico que liga o olho ao coração. Assim, é provável que estejamos em presença de uma nova humanidade, e esta possa estar mais apetrechada para lidar com adversidade ou até a anular. Só nos resta esperar». 
Surge agora o desmentido: o Mundo não só perdeu tal capacidade de passar a ver com o coração, como cegou. Hoje todos podem continuar a olhar, mas perderam a faculdade de poder ver. 
A errata
  • Onde se lia "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo", deve passar-se a ler "Mudar o Mundo custa muito e é imensurável o tempo que pode levar"
  • Onde se lia "O futebol é tão só e apenas a coisa mais importante de entre as coisas pouco importantes com que nos devemos preocupar", deve passar-se a ler "O futebol é mesmo a coisa mais importante com que nos devemos preocupar"
  • Onde se lia "Não precisamos apenas de palavras dirigidas à alma, que nos arrepiem a pele, que nos emocionem. Precisamos de palavras-adubo, palavras-semente e sobretudo de ideias", deve passar-se a ler, "Precisamos apenas de palavras dirigidas à alma, as dirigidas à razão não contam para nada"
PS: Se disserem que este post é pessimista, eu nego! 
É só mais um apelo à reflexão e não um deitar a toalha ao chão... 

27 maio, 2020

Canções para o desconfinamento - 4

___
Não sei se é canção 
ironia ou oração 
mas sempre que me deito a oiço 
e acordo disposto 
a mudar o Mundo
(o que não custa muito
leva é tempo)

22 fevereiro, 2020

I Saved The World Today

Sim!, tenho a certeza
Salvei o Mundo hoje
Só que o Mundo teima
em voltar à mesma

Amanhã, voltarei a tentar
Tenta também

Mudar o Mundo não custa muito
leva é tempo!

24 dezembro, 2019

I will stop the cavalry.

Foi assim, ainda me lembro,
que ergui esta canção,
sem ter conseguido chegar a tempo
por mágoa minha
de fazer parar a cavalaria
Mas
eu sei
que um dia a pararei
(mudar o Mundo não custa muito,
leva é tempo*)

*Um amigo pegou naquela minha frase
e me dedicou um bem esgalhado texto
a ele voltarei, em outro momento

01 abril, 2019

Dia da mentira... tolerada


O elétrico ia como sempre ia, àquela hora. Ia meio vazio e a nove-à-hora. Minha mãe ia enfadada porque não me dava calado pois eu ia lendo tudo o que era anúncio, letreiro ou aviso, de nariz encostado contra o vidro, vaidoso e exuberante pelos meus precoces conhecimentos de leitura
Chegando o revisor picou o bilhete* que minha mãe lhe estendera e quando ia para passar à frente, deu um passo atrás, questionando-me directamente:
- "E o menino que idade tem?"
- "A minha mãezinha disse-me para eu dizer que tenho quatro", e estendi de repelão a mão com cinco deditos trémulos, mas bem esticados...
Debaixo do bigode farto, de inspiração republicana,  o revisor esboçou um largo (e cúmplice) sorriso.
______________
* Bilhete foi um título de transporte único até 1976. Foi graças à Revolução de Abril que apareceu o passe-social e foi preciso esperar 22 anos para que uma proposta fosse colocada e aprovada e o passe passasse a ser gratuito até aos 13 anos. 
Mudar o mundo não custa muito, leva é tempo!

10 setembro, 2018

Festa do AVANTE - A minha estatística


Há estatísticas que gostava de poder agora dispor, mas, não as podendo dar, imaginem. Imaginem o número de militantes e amigos envolvidos a montar a Festa. Imaginem os milhares de quilómetros de tubos de ferro erguidos e os milhares de abraçadeiras a ligá-los. Imaginem os milhares de metros quadrados de tábuas, placas e painéis pintados. Imaginem o número de militantes a planear a Festa, a divulgarem-na, a assegurarem o seu funcionamento. Imaginem o número de EP vendidas. Imaginem o número de operações multibanco, nas muitas "caixas" disponibilizadas no espaço. Imaginem os milhões de sorrisos trocados... Imaginem tudo o resto, que agora me ocorrendo, me dispenso. 

Há estatísticas apuradas directamente por mim. E dessas dou conta:
 

21 março, 2018

Poesia, como há muito não acontecia


Coube à professora Luísa Esmeralda apresentar a nossa presidente e, de seguida, apresentar-me  a mim, para depois apresentar e o Davoud e o prof. Jorge Rodrigues.

Coube-me a mim apresentar os  nossos convidados, Domingos Lobo (que, por seu turno, apresentaria o poeta Arménio Vieira) e o Manuel Diogo, que diria seus poemas.

Depois dos ditos, em versos muito aplaudidos, o iraniano Davoud apresentaria quem ali se prestava a declamar Saramago, exibindo o livro e dando notícia de o ter integralmente traduzido e dizendo-os, ele também, em persa.

Arménio e Saramago, foram quem mais nos ocupou o sonho, a nós todos, "Desenhadores de Sonhos", após apelo feito e que conduziria a sala cheia (cheia duas vezes, pois foram duas as sessões)


Ficam as imagens, que são outros tantos vídeos a exigirem trabalhos redobrados, na produção e no enaltecer da participação de gente em processo de multiculturalidade... e foram gregos, costa-marfinenses, franceses, angolanos, são-tomenses, chineses, sírios, outros árabes, alemães e muitos africanos, que pretender dizê-los todos  falta-me o apontamento...

Foi um fim de tarde bonito e uma noite promissora, neste dia dedicado à poesia...

Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo!



Esta reportagem refere-se a uma iniciativa bonita

09 fevereiro, 2018

Tão bonito, isto!


Eu sei, eu sei... diz-se que uma imagem vale mais que uma carrada de palavras... diz-se que quem acena, chega... diz-se que quem aplaude, gosta.
E é por tudo isso tudo se dizer, que tenho a esperança de que algo de diferente venha a acontecer...

Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo!

01 janeiro, 2018

A minha mensagem de Ano Novo


Caros vizinhos, camaradas e amigos
Queridos familiares meus
e de todos os outros
dos mais próximos aos desconhecidos

Hoje é dia de mensagem

Hoje é dia de mensagem de Ano Novo
É dia de lembrar que Mudar o Mundo
Não Custa Muito
A questão é o tempo que isso leva

Então a questão também é
leve o tempo que levar
mais leva
se você não começar já a mudar

Mude você um pouco
e verá que o Mundo será outro

Assim, desejo-lhes um Bom Ano
Bom Ano e não Um Ano Feliz
Pois já dizia alguém*
não gostar de falar de felicidade,
mas sim de harmonia:
viver em harmonia com a nossa própria consciência,
com o nosso meio envolvente,
com a pessoa de quem se gosta,
com os amigos.
A harmonia é compatível com a indignação e a luta;
a felicidade não, a felicidade é egoísta
Ah! e não esqueça
Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas
(uma das frases batidas minhas preferidas)
Rogério Pereira

* Alguém, vejam quem
____________________________

26 dezembro, 2017

Um debate vivo, em ambiente natalício (como documenta o vídeo)


Às tantas, estávamos os quatro reunidos. Já nenhum se lembra como começou a conversa. Talvez pela água, passando pela seca que nunca mais acaba e esta ser um recurso escasso. É ouro! Se é raro, que se penalize o desperdício, se carregue no preço. Cuidado, há 10 milhões e ninguém sabe a quantos o salário mal chega para pagar as alcavalas associadas ao preço da água. Há quem se sirva nos fontanários e mal abra a torneira.
Tendo chegado a acordo nesse ponto, passou-se a falar da justiça e dos que a ela vão escapando, das redes de compadrio, dos boys, dos escritórios de advogados bem representados nas bancadas dos deputados, da maçonaria. E como as palavras são como as cerejas, depressa caímos na apreciação à Democracia, de como Hitler foi inicialmente apoiado e depois derrotado, e como a noite era nossa, debatemos noite fora, tirando eu a mesma (ali inconfessada) conclusão: MUDAR O MUNDO NÃO CUSTA MUITO, LEVA É TEMPO!

O jantar? Ah, pois! Foi assim!

04 setembro, 2017

AVANTE! Três momentos altos e uma ameaça


Falar da Festa..."Só" falta estendê-la cidade a cidade e alargá-la do Minho ao Algarve. Mas o impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu
Valeu? E cabe aqui a tal minha frase batida:
mudar o mundo não custa muito, leva é tempo...
Quanto ao meu plano, ele foi cumprido e alargado. Do todo, falemos então dos pontos altos, com fotos a ilustrá-los:


Excelente, no sábado (Avanteatro). Excelente (pelo texto e encenação) e impressionante (pelo desempenho, hora e meia em palco num irrepreensível monólogo, é obra).


António Zambujo não estava no meu plano. Ocorreu-me quando estava num outro ponto alto, saboreando um bom prato alentejano a que os menos conhecedores da nossa gastronomia insistem em chamar gaspacho.


Ponto alto, que deve ser (integralmente) lido... 
Estes foram os momentos mais altos.
E qual é a ameaça? Depois vos digo!

28 maio, 2017

Miguel Urbano Rodrigues... morreu? Quem disse?


Os Homens que trazem a alma na cara, não morrem. Essa lei da vida (nem sei se fui eu que a inventei) aplica-se a quem a frontaliza e a assume como bandeira. Gostaria de ter dito ao Miguel Urbano Rodrigues que mudar mudar o mundo não custa muito, leva é tempo.
Mas vou dizer-lho!

Sobre o Miguel, um apontamento escrito e um vídeo. Ele (não) está todo aí.


04 outubro, 2016

Um ano de "geringonça"? Boa! Falemos então de esperança...


De há muito que sinto que chamar esperança à esperança é suficientemente confuso e complexo para lhe chamar assim. E não chega ter presente o dizer do nosso povo que diz ser a última coisa a morrer, para perder a relutância em lhe pronunciar o nome. Começa por me soar a atitude passiva, de esperar, e termina  naquela repetida exclamação, "queira Deus que me saia" enquanto se esgravata a "raspadinha" com aquela "fezada" dos já sem esperança em mais nada. Evitando referir-me a ela directamente vou-a referindo em frases batidas, tais como "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo" ou "O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu" não confessando ter a esperança que aconteça...

Em dia do primeiro aniversário da "geringonça" dou por mim a falar daquilo que gosto menos de prenunciar: a esperança. A culpada foi a Marisa Liz, quando diz:
«As pessoas que têm um sonho e vão atrás dele, inspiram-me. Dão-me esperança. (...)
A esperança está em tudo aquilo que consegues fazer, quando tudo à tua volta te diz que não consegues.»

28 julho, 2016

E eu a julgar que mudar o mundo não custava muito...


Como é sabido, nos últimos tempos não tenho largado uma frase: "Mudar o mundo não custa muito, leva é tempo". Usava-a para auto-estímulo, como se Meu Contrário dissesse a Minha Alma, "Bora lá, quanto menos agires mais tempo leva!" E todos os dias me levantava com aquela energia de quem quer antecipar o tempo.

Há pouco, deambulando por leituras, dou com esta.  
O programador do jogo (Pokémom On) foi a Niantic Labs. É uma start-up da Google...Por sua vez, por detrás da Niantic está John Hanke, que fundou a Keyhole, Inc. E agora, atenção! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é oficialmente uma fundação da CIA, criada em 1999.(*)

E eu a julgar que caçar pokémons era um inocente (tonto) jogo... e que mudar o mundo não custaria muito...

(*)Ler tudo aqui