"... na Paiva Couceiro estava o Café Chaimite (o toldo vê-se à direita na foto da esquerda), que a partir de certa altura se converteu na meca das nossas discussões políticas (agora é uma cafetaria sem carácter). Todos os dias descíamos a rua, a pretexto de estudar no Chaimite, e passávamos horas a conversar e discutir. Foi uma das minhas universidades."Relembrando o grupo frequentador daquela nossa universidade questiono-me como seria o nosso diálogo hoje, sobre a primeira página do DN. Que pensam o Penim, o Osvaldo, os Vitores (o de Direito e o Vítor Ópera), o Cesário, o Fernando, o Jorge, o Brás, o Carlos "Texas" e outros cujo nome se esfumou... O que eu penso, encaixa na perfeição nos próprios objectivos deste blogue. Sobre alguma imprensa dita de referência, já escrevi aqui, que a considero uma droga e que alguns jornalistas deveriam ser incriminados por passadores, devendo ser fortemente penalizados pelo tráfico de produto que, diga-se, ainda por cima é produto marado. Eis que Deus me ouviu (Ele é infinitamente bom, pena é ser lento)...
“…certo tipo de jornalismo, que vive à custa das tensões, dos exageros e do alarme social. Os dramatizadores e os desdramatizadores têm no plano social os mesmos papéis que, nos interrogatórios das polícias, o agente bom e o agente mau, com a alternância entre a tranquilização e o susto.
Não digo que, aristotelicamente, a virtude esteja no meio. Talvez a virtude seja um traço coleante que vai de extremo a extremo, numa espessura muito complexa, e que precisa de ser avaliada todos os dias, com o olhar com que observamos os barómetros.”Mário de Carvalho, in Jornal de Letras (21de Abril/4 de Maio)



