02 junho, 2011

O endividamento começou, quando o aparelho produtivo começou a ser destruído... III

Há tempos atrás, prendi-me pela pintura de António Tapadinhas. Fiz uma exposição com os seus quadros e repeti, postando o quadro que está aí ao lado. Representa a extinta Siderurgia Nacional, figurando, em primeiro plano, as ossadas do que entendi ser o resultado da morte da industria dependente dela. O pintor veio depor, comentando que a sua preocupação era a poluição. Fiquei desolado, iria jurar que aquela caveira era da SOREFAME, aquela outra da MAGUE a seguinte da SEPSA ao lado das da FUNDIÇÃO DE OEIRAS, da LISNAVE, da COMETNA e da COMPANHIA PORTUGUESA DO COBRE. Queria-me parecer que as ossadas representavam as pequenas metalomecanicas mortas, fechadas, por baixo de industrias dos sectores da química, agrícola e alimentar. Ele, o meu pintor, acredita serem as vitimas da degradação do ambiente e foi isso que disse ter pintado. Será que uma corrente de opinião acredita que tenha sido em nome da preservação ambiental que se desindustrializou a economia? Bem pode ser... Vá se lá saber... Mas então os países desenvolvidos não desenvolveram tecnologias limpas? Não foi a comunidade do ferro e do aço a percursora da Comunidade Europeia? , esta história está muito mal contada. Pois não sabem que fui eu o causador da morte lenta da economia, pelas intervenções que fazia? Não me diga que não sabia? Não sabia que fui eu o responsável por esta forte componente da dívida? Os partidos que estiveram no poder? Nem pensar, que podiam eles fazer para me poderem travar?

Entre 1990 e 2007 a industria chegou ao descalabro....

Claro que o impacto no emprego também me coloca na lista negra ...

NOTA FINAL: Para quem não acredita que tenha sido eu a fazer tanto mal, nem aceita que a questão ambiental explique o sucedido, pode votar na CDU. O progresso ficar-lhe-á agradecido.