30 dezembro, 2015

Balanço 2015: Eis os rostos que marcaram o ano que daqui a pouco fecha. Fixe-os e não se esqueça...


Jerónimo de Sousa - Foi o líder com o discurso mais manipulado durante todo o ano e, particularmente durante as legislativas. Os resultados eleitorais terão sido, segundo muitos, coisa pouca mas que o Partido soube converter na gota de água que faltava: "neste quadro [de maioria relativa PSD/CDS], o Partido Socialista tem todas as condições para formar Governo", disse-o, eram 22 horas, na noite do dia em que (quase) tudo mudou. Agora só falta que mude (quase) tudo...

Catarina Martins - Cedo todos se aperceberam que seria agente de mudança. E quando, à sua volta, alguns dirigentes do seu partido procuraram afirmar um inconveniente protagonismo, impôs-se com um oportuno e enérgico "murro na mesa". Temos gente para seguir em frente!

António Costa - Soube ler rapidamente o que estava a acontecer e, não se deixando ultrapassar pelos acontecimentos, soube geri-los e levar a "bom porto" o que antes nunca tinha acontecido. Eis o PS, enfim, descolado da direita e com uma postura correcta: "Não queremos diluir a identidade de cada um de nós. Não é por isso um governo de coligação, é um governo do PS que é viabilizado com apoio parlamentar maioritário e em que os diferentes partidos se comprometem a colaborar". E foi assim que a direita ficou pelo caminho!

Edgar Silva - Sobre o candidato diria, citando Marx,  que "Se o homem é um produto das circunstâncias, humanizemos as circunstâncias". Humanizar o discurso (começando por aí), não há missão melhor para lhe ser acometida. Prova-o um testemunho de vida. Irá a votos e receberá o meu!

Nicolau Santos - Diz-se "Keynesiano, graças a Deus" e vai escrevendo e fazendo-se ouvir. Em escrito recente, no Expresso, colocou as questões do modo certo e a questão certa: "...não confundamos os políticos e o polícia com os bandidos, com os que levaram a banca portuguesa ao tapete." Não sendo Keynesiano, nada me importo que as eles me alie...

José Pacheco Pereira - Já o citei, «...quer alguém que tenha jogado melhor o jogo democrático do que o PC? Quer alguém que tenha jogado melhor o jogo parlamentar do que o BE? As únicas pessoas que não jogaram o jogo constitucional nos últimos anos foram as da coligação. Quem mais jogou contra a democracia, rompendo contratos, criando um Estado de má-fé e governando contra a Constituição foi a coligação». Acho que em 2016 o vou continuar a citar. 

Arménio Carlos - Os verdadeiros protagonistas da História são os trabalhadores e o povo, e Arménio sabe-o: "...sabemos que os lobbies se estão a movimentar fortemente para condicionar e constranger a intervenção do Governo que entretanto tomou posse. Mais do que estarmos à espera do que vai acontecer, entendemos que os trabalhadores e o povo devem continuar a ser os protagonistas", disse. Nas fábricas e na rua, em 2016, a luta continua! 

Sampaio da Nóvoa - Dizia Torga "Os homens são como as obras de arte: é preciso que se não entenda tudo delas duma só vez." e foi o que eu fui fazendo com Sampaio da Nóvoa, com extremo cuidado, até que lhe deslindei um laço, o de afilhado. Se Marcelo tem Caetano por padrinho, Sampaio da Nóvoa tem por padrinho uma minha referência. Por isso ele (também) é o meu candidato. Contradição? Não! e nem é preciso explicar porquê...

2016 será o ano de todos os desafios num clima de luta, diálogo, compromisso e de esperança.

2 comentários:

Graça Sampaio disse...

Estes não vou esquecer. Mas os outros... esses nem me quero lembrar deles!!

Bom/Melhor Ano Novo!

Elvira Carvalho disse...

Não esquecerei. E um dos meus desejos para 2016, é o de que eles não se esqueçam do que o povo espera deles.
Um abraço e passagem com saúde e alegria.