23 dezembro, 2015

É Natal, continuem a fazer o favor de nos fazer felizes!

Tal como no ano passado, continuam a chegar. Dos que partiram, alguns vão voltar. Outros nem pensarão nisso... Continuo a guardar palavras, caras, sorrisos, máscaras, poemas, palavras. Guardo-os a todos e tenho-os no registo de terem passado. Muito obrigado.
Eu sei que não tenho emenda e que continuo a me "espalhar" e tantas vezes a me exceder. Mas continuo sem me arrepender... Lembro que neste espaço nenhuma ofensa é deliberada, pensada e dirigida.
Erro?... É a vida!
... e continuem a fazer o favor de nos fazer felizes! 
 Nota: Se faltar aí alguém, considere-se um não-ausente 
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Amigo 

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'