20 dezembro, 2015

Vasco Pulido Valente diz que este foi um ano deprimente, razão mais que suficiente para perceber que o não foi... (antes pelo contrário)


O homem escreve sobre o ano que agora finda uma crónica azeda. Respondo-lhe com esta minha, bem temperada, seguindo-lhe os tópicos pois os por ele escolhidos são mesmo os mais significativos.
O Syriza – Referiu o Pulido a derrota de um projecto. Disse que saiu "do chão um ministro das Finanças, chamado Varoufakis, com um sobretudo preto de cabedal, que entusiasma as “Passionárias” da esquerda portuguesa e o dr. António Costa, secretário-geral do PS". Inconclusivo o Pulido. Eu diria que o Syriza prova que não é possível um país sair da austeridade e manter-se no euro. E prova também que é cinismo falar-se numa Europa solidária. Não é muito, mas altera tudo a começar pela posição do FMI à reestruturação da dívida...
A TAP – O que o Pulido diz sobre a TAP é alarve. É alarve o que ele escreve sobre a "diáspora" reconhecendo-lhe, no fel das palavras, o azedume da direita de que é arauto. Só pela TAP valeu a pena o meu partido ter viabilizado o governo de Costa...

A Cozinha – "O país perdeu a cabeça com a cozinha" e escreve o Pulido "que em cada esquina aparece um chef, para depois terminar que "Apesar do turismo, as falências não param", o que é verdade. Mas se o é, verdade maior ainda é o passar-se a reunir condições para aliviar a pressão fiscal sobre a hotelaria e a restauração. A começar pela descida do IVA.
A Televisão – "Os noticiários são um espectáculo vexatório" e entre outras diatribes  lá se vai queixando o Pulido que "De política nada, ou quase nada, excepto grupos de gente furibunda que berra todo o tempo para seu gozo pessoal." Percebo-lhe o desespero, é que a esquerda vai ganhando um espaço que nunca lhe fora dado e o PS vai dizendo coisas nunca antes ditas...

As romarias a Sócrates – "Sem especial sucesso, levaram a Évora cavalheiros que julgávamos com algum juízo", disse o gajo e é um facto. Mas de tal não rezará a Historia. O que nela figurará será um desfecho pelo qual ainda se espera.
Eleições – "Ninguém ficou satisfeito com elas" diz a azeda crónica do Pulido, confundido o que ele próprio sente com o que sente muita gente e, saudoso, lembra Marcelo Caetano e a  sua superior pose de estadista, enquanto bate em Cavaco. 2015 fica assinalado por dois acontecimentos, decorrentes das legislativas: o grande desaire do Pulido e um Presidente que leva tareia de toda a gente, e até do cronista.
António Costa – Nem cito o que Pulido escreveu no seu escrito. Prefiro referir que António Costa pode governar com o seu programa e o apoio do meu Partido. E isso é histórico, ouviu ó Pulido?

4 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Andam por aí muitos cronistas com uma azia tão grande que Kompensan nenhum é capaz de aliviar.
Um abraço e uma boa semana

São disse...

Pulido é tudo menos equilibrado e polido!

Não perco tempo com idiotas assumidos

Bom Natal e feliz 2016 para ti e família!

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Vivemos numa Europa feita a favor dos ricos.
Detesto esta Europa.

Agostinho disse...

Pulido com riscos no cromado!
Era tempo de se reformar.