20 abril, 2011

Os gestos para salvar a flor, tornando-a maior - III

Para fazer renascer a flor, muitos mais de vinte se mobilizaram.
Mas uns terão derramado ao lado outros nem a flor encontraram

Em posts anteriores contei a correria de muitos amigos, em resposta ao meu apelo, dispostos a salvar a flor, na suposição de esta ser a Democracia. Mas se todos se mobilizaram nem esses tantos terão produzido coisas claramente em acerto com o pedido (se assim não foi que me perdoem o mal-entendido). Por exemplo: Sandra disse como resposta "A primeira coisa assim que me lembro é NÃO VOTAR SÓCRATES...", subentendendo ela que desse homem só, dependerá toda a tristeza que por cá reina Disse o que não faria mas não nos disse o que é necessário que se faça. Se deitou a sua água ao lado e não na raiz é uma desgraça. A flor continuará murcha à mingua da sua água. Exemplo diferente, e de certo modo convincente, é o da Isa GT que parece, pura e simplesmente, não ter encontrado a flor. A explicação ela nos deu e a mim quase me convenceu: "isto de salvar a flor, saiu das mãos dos nossos Partidos e passou para as mãos da Europa, a única que pode salvar ou matar a flor." Ao assim falar, ela admite não encontrar a Democracia aquela que há bem pouco havia, embora desfacelida e quase sem vida. Talvez por a terem lido, este e aquele partido se tenham recusado a falar com quem se prepara para se apropriar da flor...
Mas falemos de quem não deixou dúvidas na água que à flor levou. Falemos do folha seca e do que disse e que importa: "Fazer de Abril um grande demonstração daquilo que pensa e quer o Povo." Talvez por lá encontre a Sandra e a Isa. Talvez lá encontre os meus poetas, sempre de palavras tão certas:

Falemos da Lídia Borges ("coisas que cabem numa mão pequenina"... Gotas que, persistentes, salvaram a Flor... Foi preciso, apenas, que o menino acreditasse); Falemos do O Puma (Guardadas que estão as sementes da nossa flor viva um dia serão de novo caminhos de sonho nas mãos de outras crianças); Falemos da vontade imensa do jrd (Levantava o mundo do chão); da Mel de Carvalho que a uma imagem de sonho lhe junta a sua (... sem pão, não há liberdade... nem democracia que valha...) Por fim falemos do heretico, cujas palavras destaco, a finalizar: Há sempre no fundo da terra um húmus insuspeito...... Há sempre o vermelho e o trigo...Sabe-se lá quando explode uma flor!