19 abril, 2011

Os gestos para salvar a flor, tornando-a maior - II

Será o esforço do menino (e de todos nós) premiado
se a flor se mantiver dentro do paradigma do quadrado?

Quem chegar agora para me ler tem de saber o que está a acontecer. Tem de ter condições para participar na reflexão... Vejamos então: Há dias atrás solicitei, como pedido, que cada um colocasse uma acção que salvasse a flor, sendo que essa imagem seria a da Democradia, definhando murcha por maus tratamentos infligidos. A ressposta não se fez esperar e os contributos foram muitos mais do que os vinte pedidos. Mas, antes, tinha também dado conta que ou o Zé Povinho pensava fora do paradigma ou as coisas irião de mal a pior.
O paradigma por mim desenhado, é um quadrado: Um lado, definido pela pressão do capital financeiro que todos reconhecem especulativo mas inevitável face à situação de endividamento; Outro lado, a pressão da Comunidade Europeia, que todos reconhecem ser coisa feia mas sem alternativa pois a Europa foi o passo necessário e ninguém deve pensar o contrário; O terceiro lado, o do poder em alternancia dos ratões democráticamente eleitos pelos ratitos, sendo que aos não gatões é reconhecida a impossibilidade de ser poder por um milhão de razões que ninguém compreende mas que aceitam como regra do jogo Democrático; O quarto e último lado, o que faz a defeza do quadrado, sustenta a inevitabilidade das pressões e do poder dos gatões. Todo assim desenhado fica o Zé Povinho preocupado entre a opção de ter de continuar a trabalhar para a pressão ou saltar fora do paradigma e incorrer sabe-se lá em quê. Não posso deixar de saudar quem como a Fê-blue bird e a minha Fada do Bosque (incansável, nas vezes que veio de mão-cheia a dar de beber à flor) veio denúnciar o papel da imprensa. Imprensa e não só, vejam só o que me disseram: «Muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso.». Isto é pensar fora do quadrado. Mas neste domínio cito o que considero arrojado, contributo da Eva Gonçalves que nos diz: "pretende ideias (ideias é que é preciso, realmente e daí eu ter invocado a sua ideia de pensar fora do quadrado!), a ideia, vem na sequência da ideia do meu conto, mas refere-se à exigência por parte da sociedade civil de uma transparente e mais eficaz ou mais justa regulamentação dos mercados financeiros. Não podemos ser ingénuos pois as instituições bancárias são precisas mas não podem ter rédea soltam lucros imorais sem controle ou exigência de contribuição para o bem social comum! Se as economias se baseiam no pressuposto que os mercados funcionam per si, o que não é verdade... e as injustiças estão aí...então é preciso fazer essa revolução , não são as mudanças dos governos nacionais que vai resolver este problema, pois continuaremos reféns de instituições que nos cotam e manipulam a imagem e pressionam os mercados, a exigència tem de ser a nível global para regulamentar o funcionamento de todo mundo fnanceiro, para além de contrapartidas de uma percentagem desse lucro (autêntica agiotagem...), distribuíndo-o em projectos de desnvolvimento social. E pronto, foi uma ideia." Respondo a esta ideia (sem a colocar de parte) o que diz a minha tambèm incansável , mas por vezes descrente, Janita: "Essa coisa pequenina que cabe na mãozinha de uma criança e pode fazer da nossa Democracia, a Maior Flor do Mundo, será a cruzinha no local certo?...Sim?"


A minha resposta à Janita é sim, e só isso seria a Revolução de que fala a Eva


NOTA: Comentarei em posts seguintes outros contributos