04 abril, 2011

No novo visual, uma espécie de "Editorial"...

Serão estes quem farão a coluna de opinião:


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Durante muitos dias, até 6 de Junho, proponho-vos sair da algazarra do dia-a-dia: sair do tem que ser; sair do este é mau e o outro não é melhor; sair do termos de apoiar este porque com o outro seguinte tudo vai acontecer, como se morrer lentamente fosse diferente de morrer ou se a mentira pudesse ser mais tolerável se for dita de forma mais agradável ou com um pouco de verdade à mistura. Os três meninos dar-vos-ão palavras adultas e simples, fora do paradigma da pressão dos sem rosto nem rasto, que dão pelo nome de mercados e que campeiam pela Europa (e pelo Mundo, também) e que dia-a-dia se assumem (e são por muitos aceites) como donos do nosso canto e de nós, que nele vivemos. Não serão palavras deprimentes, sem saída para esta vida. Serão palavras como deve ser e, como tal, palavras para desassossegar. Podem perguntar: Que diferença fazem, parecendo tão ténue a diferença entre o desassossego e a depressão? É que numa se incute esperança, na outra não. Falarei do que é e do que pode ser a flor: o pão; a paz; a educação; a liberdade; a verdade; a justiça; o trabalho; a ética. A toada será profética, tentando dar expressão à ideia da imagem final da “Maior Flor do Mundo”. Se não me lerem, paciência. Não saberão a diferença.

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No final, talvez fique a ideia de qual a flor a que o povo tem tanto amor


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NOTA: Noutra página, terão textos sobre a espuma dos dias, com o sabor avinagrado das conversas que costumo ter. Também tem de ser... (para aceder, clicar no cimo da página em "Conversa Avinagrada", ou aqui)

15 comentários:

folha seca disse...

Caro Rogério
Há algo de novo no "ar" se não sabe, vá ao folha seca ou ao "Publico".
Aliás no meu ultimo post fiz uma referência ao seu novo visual.
Abraço

ematejoca disse...

Claro que lemos tudo o que o Rogério escreve, podemos é não estar sempre de acordo!!!

O nosso povo não gosta de flores, senão, não tinha deixado murchar os cravos vermelhos da revolução!

Volto já!

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Rogério
É claro que estarei aqui lindo todas as novidades.
Abração

ematejoca disse...

"Se eu te apanho
se eu te agarro
faço-te do tamanho
de um espargo"

Fala da dona Merkel ao horrorizado primeiro!

A nossa Angie adora o Sócrates. Caso, o Rogério se esteja a referir ao Passos Coelho ~ alto lá! Ele ainda não é o nosso primeiro, nem vai ser!!!

Isa GT disse...

Se o dinheiro parar de entrar, neste preciso momento, ele faltará para pagar os ordenados da função pública... professores, pensões, transportes públicos,...
Agora uma perguntinha chata:
Depois do país ter chegado a este estado, onde se iria buscar o dinheiro?
Sonhar agora, não é só difícil, mas impossível... estamos é a precisar de gente bem acordada.
Mas isto sou eu a falar que detesto deixar assuntos pendentes, enquanto não os resolvo não durmo e muito menos me atrevo a sonhar acordada ;)

Bjos

ariel disse...

Gosto muito desta história, mas quando Saramago a escreveu creio que estava longe de imaginar o sufoco em que nos encontramos....Parece-me que neste momento não chega regarmos a flor, vai ser preciso fazer uma sementeira de raiz.

Abraço

flor de jasmim disse...

Caro Rogério
As palavras de Saramago sempre muito actuais.

Para o Rogério ou para o Rogérito têm um miminho no meu cantinho.
Beijo

jrd disse...

O melhor do mundo são as crianças.

manjedoura disse...

Caro Rogério

Está aceite o convite.

saudações

carol disse...

Cuidado! Eu sou um bocadinho curiosa: porquê até 6 de Junho?
Cá por mim, hei-de vir cá ler tudo (ou quase).

Já agora, gosto mesmo da foto do Rogerito... fofito!

Rogério Pereira disse...

Meus caros e queridas,
Este ainda é só o primeiro de cerca de 50 posts. Rejeito ir a reboque de estados de alma (ou do medo instalado).

Venho apenas comentar a entrevista de Sócrates, terminada à momentos.

Desempenho brilhante dentro do paradigma escolhido (por ele). Explicando melhor o meu entendimento. O paradigma actual, que para mim é um quadrado de área muito pequenas (com pouco espaço para movimentos largos) definido por 4 lados (ou não seria um quadrado), considerados por ele (e por toda a direita)inamoviveis: 1º - A pressão (especulativas) dos mercados; 2º - As regras comunitárias (ou a sua ausência) personalizadas não pela comunidade mas pelo eixo franco-alemão; 3º - O sistema politico Português em formato reduzido (PS/PSD); 4º - A sua ambição ao poder...
Se este paradigma, igualzinho ao de Passos Coelho (pois a área do quadrado limita-lhe as alternativas) se mantiver, muito provávelmente o PS ganhará as eleições, adiando o sonho (ou como diz a Ariel, a obrigar a nova sementeira)...

Rogério Pereira disse...

Carol,
em 5 de Junho haverá eleições neste pais conturbado (de sonho adiado)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Antes de mais, quero dizer que gosto do novo visual. Já quanto a esperanças futuras, é que não tenho muitas.
Apesar de a Primavera prometer coligações à esquerda, torço o nariz a tal possibilidade. Oxalá me engane... mas no dia 6 de Junho, como já escrevi lá no CR, vamos acordar apenas um pouco piores do que na véspera.

Sandra disse...

O repto foi lançado e por mim está aceite! Gosto muito da sua escrita, sempre actual, do seu tom sarcástico, acutilante,mas com uma dose de sensibilidade que me encanta.
Abraço

Tite disse...

Menino Rogério,

Gostei da ideia dos três meninos a falar para nós sobre o sonho da vida.
Enquanto há vida há esperança e eu sou verde como a esperança.

Gostei deste novo visual e em especial do seu cabeçalho.

Liiiiindo!