04 abril, 2011

No novo visual, uma espécie de "Editorial"...

Serão estes quem farão a coluna de opinião:


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Durante muitos dias, até 6 de Junho, proponho-vos sair da algazarra do dia-a-dia: sair do tem que ser; sair do este é mau e o outro não é melhor; sair do termos de apoiar este porque com o outro seguinte tudo vai acontecer, como se morrer lentamente fosse diferente de morrer ou se a mentira pudesse ser mais tolerável se for dita de forma mais agradável ou com um pouco de verdade à mistura. Os três meninos dar-vos-ão palavras adultas e simples, fora do paradigma da pressão dos sem rosto nem rasto, que dão pelo nome de mercados e que campeiam pela Europa (e pelo Mundo, também) e que dia-a-dia se assumem (e são por muitos aceites) como donos do nosso canto e de nós, que nele vivemos. Não serão palavras deprimentes, sem saída para esta vida. Serão palavras como deve ser e, como tal, palavras para desassossegar. Podem perguntar: Que diferença fazem, parecendo tão ténue a diferença entre o desassossego e a depressão? É que numa se incute esperança, na outra não. Falarei do que é e do que pode ser a flor: o pão; a paz; a educação; a liberdade; a verdade; a justiça; o trabalho; a ética. A toada será profética, tentando dar expressão à ideia da imagem final da “Maior Flor do Mundo”. Se não me lerem, paciência. Não saberão a diferença.

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No final, talvez fique a ideia de qual a flor a que o povo tem tanto amor


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NOTA: Noutra página, terão textos sobre a espuma dos dias, com o sabor avinagrado das conversas que costumo ter. Também tem de ser... (para aceder, clicar no cimo da página em "Conversa Avinagrada", ou aqui)