18 abril, 2011

Os gestos para salvar a flor, tornando-a maior - I

Pode o combate à corrupção ser a água de que a Democracia precisa?

A Manuela Araújo, respondendo ao meu apelo, assim pensa: "A minha sugestão para ajudar a democracia é não pactuar com a corrupção, por mais "pequena" e "socialmente aceite" que seja. Nesse sentido, deixo aqui os parabéns ao Micael Sousa pelo seu projecto contra a corrupção. Acho que a corrupção é a pior doença da nossa democracia, e sem a combatermos a sério, a democracia não tem salvação."

Não tenho dúvidas. Só me pergunto qual o percurso mais curto para o menino "levar essa água" à flor carente. Michael de Sousa é generoso, tanto quanto a Manuela, e eu gosto de gente generosa. No seu projecto, ele propõe coisas concretas, nomeadamente que se assine esta petição, mas receio que apenas a generosidade seja água insuficiente. É que eu conheço (apenas uma parte) de como esse flagelo se instalou e como grassa moendo a seiva da Democracia. Sei como a minha deusa Thémis chora lágrimas de sangue por tal tormento e pela impotência em se fazer sentir e intervir. Ela sabe que sem leis justas não há justiça. E sem justiça, num Estado que se pretende de ser "Estado de Direito", nada feito. A corrupção anda a par com a injustiça. Por isso olho para as tentativas de o nosso Parlamento produzir a legislação adequada e dos porquês de terem dado em nada. Porquê as iniciativas do ex-ministro Cravinho ficaram pelo caminho? Porque não passaram as outras antes e depois desta, que se lhe seguiram? As maiorias parlamentares protegem a corrupção. É excessivo afirmar isto? Acho que não!

José, dá contributo importante para que a acção resulte e a flor se salve: "eu tentaria arrancar todas as ervas daninhas, à sua volta, que lhe sugam até a vida." Cortemos então as silvas, votando em gente honesta e não na que, por provas dadas, não presta.

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Não sou muito de oferecer selos e coisas assim, mas se quiser levar a minha Thémis para o seu canto, talvez isso lhe amenize o pranto