15 fevereiro, 2012

Teoria da conspiração? Sim? Não?... é que Julho é já amanhã...

Há uma expressão poética, muito usada, que é já um lugar comum para designar quanto o muito que acontece no dia a dia nos dispersa e faz concentrar em algo aparentemente importante, mas que o não é efectivamente. Refiro-me à "espuma dos dias". Dias com ondas mansas ou alterosas mas onde, mesmo estas, se amansam no extenso areal dum quotidiano que se vai repetindo com consequências bem mais gravosas do que o anunciado pela vistosa espuma. Diria que esses efeitos são os da força das marés e das correntes, só perceptíveis por (alguns, poucos) poetas atentos ou marinheiros experientes.... Pondo de parte a metáfora, recordo um texto de Agosto onde me atrevia ao papel que cabe a um atento poeta e alertava para o que me parecia ser, pelos factos e dados alinhados, uma denuncia e um alerta.  Num comentário, bem argumentado, era acusado de embarcar no inverosímil da inventona. Me diziam: "...as teorias das conspirações são muito humanas, mas de uma forma geral são fantasiosas e nada reais. Outra é a de que vivemos num mundo que nunca antes existiu, de tanto conhecimento e tanta informação: não é possível hoje esconder dos povos nenhuma realidade ". Abandonei o tema, embora sem me desligar dele completamente. 
Hoje me despertaram outros textos. Este e ainda este (de Pezarat Correia)... E que dizer do que de lá trouxe? 



A "espuma dos dias", o que é que nos esconde?