16 junho, 2010

Biblioburro, a solução

Visito frequentemente um site de professores, o "Vox Nostra". Concentrados na sua Missão, raramente me retribuem a visita. Não, não é um lamento. Até acho que, fazendo bem aquilo a que se propõem, me compensam da sua ausência. Por exemplo, agradeço-lhes o terem-me apontado o caminho que minimizará os efeitos do planeado encerramento de escolas e, eventualmente, de alguns pequenos municípios.

Para já tenho os livros. Faltam-me os burros(*)e, talvez, a energia necessária.


(*) Refiro-me a burritos, simpáticos e prestáveis. Não me refiro aos que, por burrice, promovem a desertificação de lugares carecidos de mais vida...

14 comentários:

Isa GT disse...

Olhe que por este andar, pode não ser na nossa geração, mas acredito que será um bom investimento para o futuro....nos burros (os de 4 patas)
Abraço

folha seca disse...

Rogério

Esta é uma bandeira que todos devíamos agarrar, ainda há poucos minutos vi a Ministra da educação, reafirmar o fecho das escolas com menos de 21 alunos, dizendo que isso faz parte de decisões já anteriormente tomadas e consignadas nas "cartas educativas" (não sei bem se é este o nome) das autarquias. De facto é uma burrice das grandes, que vai, como tem sido denunciado aumentar um dos grandes problemas do País que é a desertificação e demonstra bem o desconhecimento do que é o País de alguns "burros" que sabe-se lá como, foram promovidos a ministros e afins.
Abraço

PS: Um dia conto-lhe a "estória" do meu Jerico que era o motor do transporte colectivo lá de casa, embora ainda lhe deva a da minha Margarida.

donatien alphonse françois disse...

O que a menistra diz é uma pura mentira...Aliás já a nomeação dos directores está em desacordo com a lei de bases do sistema educativo...

Susana Serrano disse...

É um bom post, irónico, muito bem apanhado. Obrigada pela referência ao Vox Nostra, aos professores e ao trabalho que vamos fazendo diariamente.
Sobre o fecho das escolas, na minha opinião pessoal, é um erro. De facto usar critérios iguais e pretensamente objectivos, como o número de alunos ou estatísticas (altamente manipuláveis, como todos sabemos) de insucesso escolar, é esquecer todas as pessoas que são os alunos, os pais dos alunos, as pequenas comunidades de cidadãos que ainda povoam essas pequenas localidades. É uma nítida falta de visão no futuro e uma falta de respeito por esses cidadãos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Se a medida não for aplicada d forma cega, pode trazer vantagens. É a minha opinião, claro, mas a como também já escrevi, zona onde deixe de haver escolas, estiolará irremediavelmente.

maiuka disse...

Julgo que a solução passaria por tudo menos retirar infraestruturas de locais que, sem elas, estão condenadas à desertificação. O que se passa com escolas passa-se unidades de saúde, farmácias, correios e outros serviços publicos. Só há um caminho, sair do país!

Fê-blue bird disse...

Um post bem avinagrado, como aliás já nos habituou;-)

A minha opinião é que eles querem que o povo vá viver todo "juntinho", que deixe as aldeia e as vilas ao abandono,para assim os controlarem melhor!
Só não vê quem não quer!
Um abraço

Rogério Pereira disse...

Cara Isa,
não se importará se para investimento do futuro, troque os burros (os de 4 patas com os ministros)

Folha Seca,
Se a Isa não se importar, podemos pôr os actuais ministros a cumprir um melhor papel, como burros...

Boa?

Rogério Pereira disse...

donatien,

Parece ser mentira, de facto.

Quanto ao directores não sei, não sou professor nem pai de gente pequena. Mas acho que deve haver formas alternativas para gerir as escolas...

Rogério Pereira disse...

A Susana, O Carlos e a Maiuka, parece estarem de acordo.

Já agora, notícia de última hora:

Na Antena 1, dizia-nos que Mansos, pequena povoação de cerca de 1000 pessoas, terão de passar a ir a Évora levantar o correio o que significa ter de andar 20 Km para irem levantar os ofício das finanças. Nem Maquiavel de acto tão "maquiavélico"...

Rogério Pereira disse...


Juntinhos onde? Acho que as pessoas se estão a dispersar nas suas saídas, optando por tudo o que é sítio na Europa,em África e nas Americas...

Voltámos aos anos sessenta... sem a mágica desses anos de resistência e rebeldia. Não sou saudosista, constato alguns factos...

FMF disse...

Também sou da opinião que o encerramento de escolas deve ser visto caso a caso e, assim, em algumas situações o encerramento justifica-se. Só não acredito, nem um bocadinho, que a situação seja analisada minuciosamente. O costume, futebolisticamente falando, é pontapé para a frente e fé em Deus. O país, daqui a uma década +-, vai pagar esta asneira bem caro.

mdsol disse...

Esta questão não é simples. Deveria ser mais explicada, para se perceberem os critérios deste novo ciclo de encerramentos. Acresce que estas medidas deveriam ser acompanhadas de outras, como seja a reorganização do horários diário e semanal das actividades lectivas.

Fatima Valeria disse...

Simplesmente maravilhoso, exemplo de dignidade, amor ao próximo, ao saber e o entendimento de que, seja qual for o recurso disponível esse homem levará sua missão adiante!
http;//expressaempalavrasearte.blogspot.com