08 fevereiro, 2013

Oeiras, uma ilha de bem estar? - 2


Quando vim para onde estou, era bom e melhorou, até desatar a piorar...
 
Oeiras bem pode ser retratada por aquilo que se passa numa pequena parte dela. Acontece com um sector estratégico para o desemvolvimento e sustentação de qualquer população: os transportes. Caso paradigmático, o de hoje, na Linha de Cascais... e não se pense que acidentes provocados por avarias  são o resultado de manias... O material é como um corpo cansado, quando não pode mais, cai para o lado.
Não sei se a imprensa divulgará, mas eu faço-o, em nome do que me trouxe aqui:
"Há muito que nós tínhamos previsto esta situação e sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, este tipo de acidentes iria acontecer. Não nos surpreendeu e felizmente que não houve feridos." - Comissão de Utentes da Linha de Cascais
"O material é muito antigo (cerca de 50 anos) e, apesar de terem a cara lavada, as carruagens já esgotaram a sua vida útil de funcionamento, aliás, isso é reconhecido pelos anteriores presidentes da CP ... a linha de Cascais é uma das mais dramáticas... está saturada do ponto de vista da idade... Pelo respeito que as pessoas merecem é preciso tomar medidas e não andar a remediar um problema que não tem solução e que a cada dia que passa podemos vir a ser confrontados com novos problemas." - FECTRANS
Oeiras não é uma ilha, e sofre os problemas de toda a linha... A linha não é uma ilha e sofre o problema de todo o país...  e o país, se já perdeu a Equimetal, a Mague, a Metalsines e a Sorefame de uma maneira infame, ainda têm a EMEF, mas não a quer (ao que parece).
 
Isto não tem nada a ver com a autarquia? Quem disse?