30 dezembro, 2013

O ano de 2013, para memória futura - II


Se  alguém disser que alinho com essa cara aí em cima, de pronto, desminto. Até nem se trata de estar alinhado ou contra, mas de salientar um facto: Putin esvaziou uma estratégia de guerra, há muito delineada e a que eu já fizera referência antes, muito antes, da Síria vir a ocupar, dezenas de vezes ao dia, as páginas dos jornais e a abertura de todos os telejornais. De repente algo mudou, como pode perceber aqui...

Cito um  amigo atento, que não passa como gato sobre brasas (até que se autointitula "cão") sobre os assuntos do mundo:
"...Desenhou-se, em poucas semanas, um quadro totalmente diverso daquele que tinha imperado ao longo de quase todo o ano. Os EUA passaram da ofensiva à defensiva, a Rússia, de actor marginal, a agente central nas negociações de paz, a ponto que a Forbes, pela primeira vez, elegeu Vladimir Putin como o homem mais forte do mundo, na frente de Obama. Isso se deve não ao poderio militar ou económico da Rússia, mas ao poder de iniciativa política e de negociação que o país passou a ter."
No ano de 2013, algo de muito importante mudou neste perigoso Mundo e para nosso regozijo há esperança de paz!

Ainda sobre a Síria, a imprensa omitia: As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e educação. Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar Burca. A Xariá (lei Islâmica) é inconstitucional. A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos. Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social. Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida. A Síria é o único país do mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar. A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe. Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona. Antes da guerra civil a Síria era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos. A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional. A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma descriminação social, política ou religiosa. Bashar Al Assad (apesar de todos os defeitos da sua governação oligárquico/dinástica), tem um suporte popular extremamente elevado. Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais? Talvez agora se consiga compreender melhor a razão de tanto interesse pela Síria! - in "A Viagem dos Argonautas"