01 dezembro, 2013

Das palavras parecidas às bem afastadas


Como nem Soares se converterá ao catolicismo nem a Cúria Romana preparará processo de adesão à Internacionalista Socialista, não há razão para prolongar a notícia da coincidência das palavras de aviso. As coisas são o que são e gente avisada terá pensado e dito o que lhes foi comum. Deu jeito aos opinadores o alarde. Soares tornou omissas outras palavras e até presenças na "Aula Magna". A seguir, para juntar rebanhos e manter-se na crista da onda e espraiar-se na espuma dos dias, contou como tinha sido ele o salvador. Ficará na estória.
 
Sobre o que disse e escreveu Francisco também muito foi omisso.
Saído do paradigma conduzido pelos média, retenho o que disse Francisco. Retenho o que disseram economistas, identificados como católicos que dizem coisa parecida ao que penso e venho dizendo...

Para quem queira acompanhar o que vai seguir-se, cito:
"Enquanto os problemas dos pobres não forem radicalmente resolvidos por meio da rejeição da autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira, e pelo ataque às causas estruturais da desigualdade, nenhuma solução será encontrada para os problemas do mundo ou, nessa matéria, para quaisquer problemas“
Papa Francisco, aqui 

 “A recusa em admitir a necessidade de renegociação da dívida, de forma a aliviar, significativamente, o erário público do peso excessivo dos atuais encargos com o serviço da dívida em todo o orçamento” é outro dos erros apontados. “Sem uma tal renegociação não se pode esperar a libertação dos indispensáveis recursos para o crescimento económico” 
Avaliação do Grupo Economia e Sociedade (GES)
Acho que já ouvi tudo isto em qualquer lado...