12 novembro, 2014

A ilusão: um só homem pode, um povo não

A imagem desmente o título?
Folhei-se atentamente um jornal, não importa qual, e percebe-se como se manobra de forma a que o rebanho permaneça manso. Manso e crente. Cada título é um hino ao individualismo, ao rasgo individual e à fulanização. As caras e o nomes mascaram decisões colectivas ou parecem sobrepor-se as estas, como se as organizações que representam não passassem de meros grupos de seguidores, gente cega e sem vontade própria. Não é verdade, cada partido serve interesses de classe ou grupos de pressão. 
O que lemos distorce a realidade e cria a ilusão de que um só homem pode, o povo não. O processo eleitoral é algo de lateral, subsidiário e formal. O poder conquista-se antes da chegada às urnas com o rebanho arrebanhado.  
No entanto, há vozes que se vão juntando.