27 maio, 2019

As eleições, a apropriação do trabalho e o resultado


Ontem, domingo, foi, como sempre acontece, uma lufa-lufa, uma corrida, um estar em todo o lado para onde era chamado. 
Primeiro, levantar cedinho para chegar a tempo. Depois participar na preparação da Mesa e a pedido do presidente (um PSD que me considerou mais experiente) esclarecer  um ponto ou outro e alguns avisos à navegação, a que foi dada devida atenção. De seguida acudir a Mesa da frente que já perto da abertura da Assembleia de Voto não tinha ainda Presidente e estavam todos (responsavelmente) assustados pela reconhecida inexperiência. "Estamos todos aqui pela primeira vez" dizia a Suplente da função ausente com ar quase desesperado. 
De pronto ensaiei uma simulação, esclarecendo as funções básicas, repetindo as dicas e alertas que já antes tinha dado à Mesa, no outro lado. Aos funcionários da Câmara e da Junta comuniquei que se não houvesse alguém para avançar a cobrir a falta eu lhes daria um nome. E dei. Depois liguei à camarada e de pronto confirmou poder estar no posto, o que aconteceu "em menos de um fósforo".
O dia correu como era necessário que corresse. Entre sorrisos e muita entreajuda. De quando em quando repetia que no fim os cadernos terão de bater certos, e os escrutinadores iam acautelando isso.
À hora aprazada, fechada a sala, as operações de contagem, escrituração das actas, embalados e lacrados tudo em separado como manda a lei. Tudo acabado certo e arrumado, ainda não eram oito.
À saída, estava a eleita da Junta a saudar-nos:
"Parabéns, foram os primeiros a acabar! Ou não fosse o José Luís o Presidente!"
Meu Contrário fez um oh entre o espanto e a raiva e Minha Alma segredou-me calma: 
"Uns trabalham outros agregam os louros. O reconhecimento imerecido da ignorância é filho
...e os votos apurados rimam com isso"


5 comentários:

Catarina disse...

:) e os que são imerecidamente elogiados ficam calados.

Maria João Brito de Sousa disse...

Ocorre-me dizer que os votos apurados na generalidade e não apenas na mesa de voto que aqui referes configuram uma rima apática, insegura e de pé muito quebrado...

Abraço

São disse...

O que aborrece é o consentimento de quem sabe não merecer os elogios.

Elvira Carvalho disse...

É sempre assim, amigo.
Abraço

Lídia Borges disse...


Fala de justiça? Esqueça... mas, não deixe de a procurar. Todos temos direito ao nosso quinhão de loucura.



Lídia