14 maio, 2012

Eduardo Galeano, Eu, Minha Alma e Meu Contrário...

Pré anunciei a sua entrevista e ei-la na integra, a desassossegar os nossos pensamentos e dando-nos os seus, suas reflexões e inquietações. Recomendo vivamente o visionamento integral, de onde retiro a citação:
"Creio que a contradição é o motor da História e que nisso, como noutras coisas, Marx não se enganou...".
Para os mais apressados deixo-vos este extracto:

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A parte da entrevista em que aprofunda o que somos...
Revejo-me nestas reflexões. Se reescrevesse hoje aquele meu livro de memórias de factos, afectos, angústias e medos, talvez aprofundasse um pouco mais os personagens, mas não mudaria, no essencial a trilogia do meu ser. Entre Eu, Meu Contrário e Minha Alma, nada nos separa e, como já disse, falando da morte: 
"MINHA ALMA é, por tudo isso, mortal. É até, será, julgo, a primeira a morrer. Na sequência da morte, seguir-se-á MEU CONTRÁRIO e só então EU, que acabarei por morrer com o desgosto de os ver desaparecer..." (publicado aqui)  
Nesse post, uma querida amiga deixou um comentário, que guardo:
"A unidade tripartida da personagem constitui, neste livro, um aspeto de indubitável relevo. São as vozes interiores que medem e ponderam, que analisam e procuram o equilíbrio e a coerência dos gestos. Corpo e alma, razão e coração, inteligência e desejo. Eis a "matéria" de que é feito o homem." (ver aqui)