11 março, 2011

Para a geração à rasca ler...

ULTIMATO

"(... )Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem intelectual!
E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para baixo à porta da Insuficiência da Época!
Tirem isso tudo da minha frente!
Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!
Senão querem sair, fiquem e lavem-se.
Falência geral de tudo por causa de todos!
Falência geral de todos por causa de tudo!
Falência dos povos e dos destinos — falência total! (...)"
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Texto do principio do século passado: "Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora." para ler no blogue da Fê-Blue Bird
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Álvaro de Campos (pintura de Júlio Pomar)
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ÚLTIMA HORA
Acaba ser notíciado que à manifestação de amanhã se juntou mais um empalhado

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14 comentários:

  1. Jardim? Já sabia!

    Que me desculpem os jovens de hoje até porque não ignoro as suas dificuldades, mas francamente não me parecem maiores do que as das gerações anteriores.

    Bom fim de semana

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  2. Rogério
    Deixei opinião à Fê.
    Sobre a sua noticia de ultima hora, acrescento que a JSD, tambem já manifestou o seu apoio.
    Acho que há uma grande "enrascada" nisto tudo.
    No post o CBO recordou uma certa "maioria silenciosa". Descontando as devidas proporções espero que não haja aqui uma certa reedição. Há demasiadas coincidências, lá isso há.
    Independentemente de a razão inicial não deixar de ser justa. Mas a história está cheia de "estórias" em que se pegou nos descontentamento das "massas" e isso serviu para alanvancar propósitos de poderes "obscuros" vamos ver...
    Abraço

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  3. Olá amigo
    Muito forte o seu protesto. Gostei.
    abração

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  4. Vamos por partes.
    Sobre o "Ultimatum". Repito o que disse à Fê: Inteligente, original, certeiro, fresco, satírico e demolidor. Como só Pessoa, pela pena do seu heterónimo do "Opiário" seria capaz!
    Quanto ao título do post - Sei que a "geração à rasca" é licenciada. Mas, será que ela sabe ler?
    Sobre o "Última Hora".
    O Folha Seca já disse algo com que concordo. Acrescento, porém: Conseguirá a Esquerda perceber, e lidar, com o que eventualmente estará na origem do protesto, ou espera que do ruído se faça silêncio...?
    Jardim?
    Pois não houvera de apoiar!

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  5. E quem é a geração à rasca? Diga-me lá.

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  6. Meus caros ler isto dá alguma confiança à justeza da manif.

    A colagem da direita resulta duma bem pensada dica de Cavaco Silva. A colagem dessa gente não desvirtuará o sentido e a oportunidade do protesto...

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  7. alguém pergunta:E quem é a geração à rasca?
    Resposta: "Ninguém"

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  8. Amigo Rogério:
    Em primeiro lugar, obrigada por gostar e fazer referência ao meu post de hoje.
    Em segundo lugar vou à manifestação à rasca, porque tenho dois filhos bem enrascados.
    Por último estou a ficar apreensiva com os encontros que porventura irei ter por lá.
    A ver vamos.
    Beijinhos

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  9. Independentemente dos oportunismos que costumam marcar presença nestas acções, os motivos que sustentam o protesto são indiscutíveis e é neles que deve incidir a nossa atenção, deixando que o "carnaval" em torno se esvazie numa qualquer quarta-feira de cinzas.
    Esta geração "à rasca" sabe ler sim, não tenho a menor dúvida, sabe o que quer e sabe que este país que é o seu não a quer, rejeita-a e rejeitando-a compromete, seriamente o futuro.
    Claro que participo. Tenho duas filhas e preparo-me já para ver partir a primeira, (a terminar doutoramento) rumo ao futuro que não existe, aqui.

    Gosto de poesia... Gosto de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos e da sua irreverência.
    A que escrevo, se de poesia pode ser chamada, é para mim, uma forma de transformar a realidade, dando asas à imaginação, o que não quer dizer que viva longe do mundo real. Muito pelo contrário.
    Penso que há espaço, no universo literário para as diversas temáticas e formas de expressão que, ao longo dos tempos, sempre caracterizou as nossas Letras.

    L.B.

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  10. Errata

    Problema de concordância - onde se lê "caracterizou" deve ler-se "caracterizaram" :)

    Um beijo

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  11. Alguém e ninguém... simpático e esclarecedor.

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  12. O que escrevi no post sobre o 11 de Março e está ligado com a manif de amanhã, reflecte apenas o receio dos aproveitamentos que a direita, à boleia de Cavaco, está a fazer desta manif.
    Mas há mais duas razões para não aderir. Por um lado a manif foi convocada por jovens, por causa dos problemas que os afectam e já não sou jovem. Por outro, o problema não é de uma geração mas de um país e quando os jovens clamam por falta de solidariedade intergeracional esuqecem-se que eles próprios estão a pensar só neles e não no país.
    Finalmente, não vou a manifs sem sabequem são os organizadores. Isso de dizer que nasceu de geração espontânea, através do Facebook é uma piléria que dá jeito, mas não me convence.

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  13. Fê,
    tem toda a motivação (e razão) para ir à manifestação e partilho das suas apreensões quaanto a possíveis encontros. Contudo, julgo que os não vai ter. O aproveitamento é meramente politico (julgo eu)

    Lídia,
    Tem no comentário que fiz à Fê resposta parcial ao seu. Deixe só que comente quanto me agrada ler seus poemas. Faço-o muitas vezes em voz alta, mesmo estando só... Na correria da minha passagem, por vezes deixo palavras que nem sempre traduzem (adequadamente) o meu verdadeiro sentir. Mas creia que nunca são de mera cortesia... e, sobretudo, nunca um só me deixou indiferente.

    Helena,
    notei que o seu ninguém é diferente do meu "ninguém". O meu tem aspas o seu não. Notei assim a falta da sua compreensão

    Carlos,
    Subscrevo tudo o que disse. Comungo nas reservas e apreensões, mas não posso deixar de estar presente sempre que sou convidado

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  14. Geração à rasca é a minha, que começou a trabalhar antes dos dez anos de sol a sol, e depois teve que imigrar, para ser reconhecido o valor do seu trabalho, trabalhou no duro uma vida inteira, e agora tem uma reforma de miséria, que pôs os filhos a estudar, para terem uma vida diferente e melhor, e vejo que também eles não têm futuro.

    José.

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