13 janeiro, 2010

Quero continuar a ser o seu "Yoda"

Por vezes sou desastrado na relação. Com a família, com os amigos e até comigo mesmo. Eu conto o que se passou recentemente. Ainda antes de ter visto o último Prós e Contras, na edição do passado dia 11 de Janeiro, entrei na intimidade de um amigo que tem demonstrado, até aqui, sentimentos que rondam a veneração. Tem insistido, até aqui, em considerar-me o seu “Yoda”. Eu que fiz? Depois de franqueadas as suas portas, olhei seu filhote e ouvi dele lindas e belas canções que andam por aí. Não é que disse, em alta voz, que o pequenito desafinava um pouco? Diz-se uma coisa destas a um pai babado? Claro que não! Mas eu disse. Disse com uma boa intenção. Com a intenção de fazer sentir os riscos de uma educação que cedo incute a cultura dos meninos prodígios, que depois evolui para os jovens prodígios, mas que nem sempre previne a sua preparação para a vida, para lidar com pequenos insucessos.
Boa intenção? De boas intenções estará o inferno cheio. Mas, enquanto não vou para o inferno, gostaria de continuar a ser o yoda do meu amigo.

O que é que tudo isto tem a ver com os objectivos do meu blog? Vejam o que no programa Prós e Contras se diz da educação e dos valores sociais dominantes e encontrarão a resposta.