11 abril, 2012

Águia



Minha alma Celta se inquieta
Meu coração Luso pulsa, de repulsa
Meu sangue Mouro desperta
enquanto uma águia cruza, alta, a planície deserta

Não me limito à geografia de estar
Não sou estas fronteiras
Europa? Não sou de um só lugar
e para viver que se procure outras maneiras

Somos de todos os ignorados lados
Somos de mares antes navegados

Rogério Pereira