13 abril, 2012

Qualquer ligação entre o aqui escrito e o comportamento de um povo subserviente, é uma coincidência indecente. (ou talvez não)

Retirado da primeira página do DN

Conheci hoje (só hoje, o que pode ser significativo de mo terem escondido) Pierre Bourdieu. Claro que me surpreendeu encontrar meu pensamento tão bem estruturado em alguém que nem conheci, que nunca ouvi nem li. Duas das suas cinco abordagens me fizeram pensar. A primeira delas é o conceito de “violência simbólica” como forma de controlo de um estrato social sobre outro, legitimando tal domínio por meio dos estilos de vida. Isto é, não é necessária a violência efectiva e real para fazer prevalecer valores da classe dominante. Bastam os valores assumidos na vida quotidiana e os difundidos, na escola, nos media... A segunda abordagem, é suportada pelo conceito “capital cultural”. Sobre este, encontro evidentes pontes entre o que se aborda no vídeo e a recente decisão de, no nosso ensino, se terem separados turmas na base nos níveis de dificuldade de aprendizagem dos alunos. Mas há algo que liga ambos, quanto a esta medida: Não será ela, só por si, uma forma de “violência simbólica”, segundo a formulação de Bourdieu?


Isto dura, desde que me conheço... e, ao que parece, agora se reforça.