12 junho, 2014

Neste Santo António, leve um meu manjerico. Eu com as quadras fico... e se não deixar nada...

Tem histórico esta minha janela e os manjericos que coloquei nela. A inspiração é datada, vem da minha infância. Depois ficou adormecida, até ressuscitar pelo poeta maior, Pessoa: "A quadra é um vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma..." e em 2011, em 2012 e no ano passado, foi como o registo. Eu, Sólon, cito Clístenes, numa desgarrada* então deixada:  
disse...
Procurei desgarradas
Cantares de encantar
Só encontrei cantigas maradas
O povo perdeu seu cantar

O povo perdeu seu cantar
O povo perdeu o piu
Fartei-me de procurar
Cantigas ao desafio

Cantigas ao desafio
Com a alma posta à janela
Desgarrada, alguém a viu?
Alma do povo, que é dela?

Vale quem aqui deixou
Quadras bem rimadas
Quem versos bem rimou
Sabe o peso das palavras

Sabe o peso das palavras
Sabe bem o sabor delas
Quadras bem rimadas
Postas nas nossas janelas

Postas nas nossas janelas
Como um regado manjerico
Boa noite meus senhores
Está na hora do namorico
E por aqui me fico