“A poesia é das raras actividades humanas que, no tempo actual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma – quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza”. (disse Sophia)
E a Maria João como se respondesse a Sophia assim escrevia:
(I)LIMITES & PARADOXOSEntre vivos e mortos levantamosMontanhas de aço vivo e de vontadeContra as quais esbarrarão os grandes amosDos medos, quais torpedos de ansiedade,Mas se no espanto imenso em que nos damosAbstrusa, a novilíngua nos invade,À nossa antiga concha retornamos,Pela libertação da liberdade.E mudamos. Ó céus!, como mudamosQuer queiramos mudar, quer não queiramos,Sem dúvida em excessiva velocidade,Ultrapassando mesmo a ubiquidade...Porém, na rapidez com que avançamos,Quem mede o estado ao estado a que chegamos?Maria João Brito de Sousa – 06.01.2019




















