19 setembro, 2012

Manifestação "Que se lixe a troika"... Lamuria, disposição para a luta ou o quê?

Respondendo aos promotores, estiveram na rua representantes de todo o tipo de organizações e cidadãos anónimos... E foi um mar de gente, um rio que atravessou Portugal de lés-a-lés

Sobre o que foi a manifestação, há muita e diversa opinião: desde a de Vital Moreira, que reflecte um estranho entendimento de democracia,  e a de António José Seguro (e o seu estranho entendimento de cidadania) até figuras mais comprometidas com o ideário de esquerda, passando por um intelectual de alinhamento ferrenho com a coligação do governo: 
VITAL MOREIRA - «…Nenhuma democracia pode assentar nos "referendos de rua", para revogar as decisões politicas do governo em funções…» 
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO - «Eu não fui à manifestação porque esta foi uma demonstração de cidadania. (…) Sei que há espaço para os partidos políticos, que devem fazer o seu trabalho, e espaço para a cidadania.» 
VASCO GRAÇA MOURA - «… A palavra de ordem da ruptura parece ter sido subscrita com grande veemência por muita gente que não tem nada a ver com a esquerda propriamente dita, nem com as organizações partidárias ou sindicais, embora também lá houvesse sinais da preocupante presença delas. E essa generalização transversal do protesto é provavelmente o facto que gera mais inquietação, uma vez que não traduz apenas o imediatismo acrítico de uma reacção popular inorgânica, mas envolve também a rejeição de uma situação que é inescapável, independentemente da questão da TSU…» 
BATISTA BASTOS - «…o ciclo fechou-se sobre Passos e a sua obstinada soberba. E ainda não se registara a explosão ética de cidadania… Os dados estão lançados. Mas a alternativa é inexistente. A não ser que a consciência cívica se erga, de novo, e exija que esta nefasta indigência entre o PS e o PSD seja substituída por outras possibilidades. Que as há.» 
MIGUEL TIAGO - «(estamos) comprometidos com a luta que estas pessoas que aqui, hoje, vêm reclamar e com as exigências que aqui colocam… Não temos ilusões de que uma luta resolverá tudo, mas certamente será um contributo para alterar o rumo político que o país está a sofrer, e será certamente também um importante momento para desgastar a base de apoio social do Governo.»