13 setembro, 2012

Medo, medos... (4)

Depois de sermos crianças, o medo é o que resta de uma mente mal desperta...
O medo, visto por dentro
Não sei definir medo
Só sei que gostaria
que o medo pudesse ser
qualquer coisa de tangível,
de apalpar, de cheirar e de se ver
E se o fosse, que fosse redondo,
que rolasse e tudo à frente esmagasse
E que se tivesse cheiro,
que fosse o do sebo salazarento
E que ao tacto se sentisse a impressão
do fogo vivo das fogueiras da inquisição
Depois, o medo podia ser apontado
e, sei lá, até cortado

Ver-se-ia que o medo
Não tem nada dentro
Rogério Pereira 

18 comentários:

Graça Sampaio disse...

Bom era que assim fosse! "o medo não tem nada dentro" - engraçado! Era o que o meu pai dizia. Mas é uma presença e quanto a isso pouco há a fazer...

(Não diga a ninguém: eu sofro de crises de pânico. E só lhe digo que é HORRÍVEL!)

Traçados sobre nós disse...

Caro Rogério:

Tramado, este medo...

J. Rodrigues Dias

heretico disse...

abraço, caro Rogério.

é isso mesmo. o medo paraliza - há que vencer o medo!

Anónimo disse...

_Desfrutei e aprendi.
(essa foi uma maneira de lidar com o medo ondas oceânicas)

Barbara.

Isa GT disse...

Uma coisa eu sei, depois de se enfrentar uns tantos, é possível fazê-los esfumar no ar, basta enfrentá-los de frente, racionalmente mas... sem nunca lhes virar as costas... por fim... apanhamos o jeito e os papões vão-se embora... tomara que muitos já soubessem a receita...
Como fala a Graça, também esse, das crises de pânico foi um de muitos que tive de enfrentar... de vez em quando ainda espreita, mas segue caminho para outro lado...

Bjos

Fada do bosque disse...

A coragem não é a ausência do medo... a coragem é saber enfrentar o medo e como diz o herético, há que vencer esse medo.

Se houvesse ausência do medo, não haveria heróis. Como Povo, temos de ser corajosos!

A adrenalina, não serve para joguinhos e coisas inconsequentes... se ela está connosco e a Natureza nos dotou dessa hormona, é porque dela depende a nossa sobrevivência. Estamos é desabituados de a usar para o que é realmente necessário.

folha seca disse...

Caro Rogério
O medo sim o medo está aí. Há-os de diverso tamanho e aspecto. Há variadas formas de o manifestar. Ainda há pouco no jornal das seis de uma televisão por cabo, ouvi uma manifestação de medo que me fez sentir vergonha. Sobre isso falaremos outro dia.
Abraço
Rodrigo

Rosa dos Ventos disse...

Por mim não tenho medo de nada mas tenho muito por aqueles que amo...e por Portugal! :-((

Abraço

manuela baptista disse...

o medo, visto por si

é palpável, mas eu acho que não é redondo, tem arestas e bicos


um abraço, Rogério

Maria João disse...


Por medo fazemos tantas coisas e tantas outras deixamos de fazer.
Quem o cultiva no coração dos demais, sabe o poder que ele tem e a cegueira que ele provoca.
É preciso enfrentá-lo de frente, como alguém escreveu e eu li. Essa frontalidade, pode bem ser uma arma que corte o medo ao meio e revele quão oco o medo pode ser.

Um abraço, Rogério

Lídia Borges disse...


Há um instinto natural pela sobrevivência em qualquer organismo vivo.
Assim, quando o que está em causa é a própria sobrevivência, o medo deixa de fazer sentido.


Lídia

Silvia Mota Lopes disse...

Como disse José Luís Peixoto o pior medo é o medo de nós próprios.
Quando conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios podemos lutar sem o medo e sermos nós próprios.
:)

Fê-blue bird disse...

Caro amigo,
O medo é o meu maior medo!
Afinal tenho medo de algo que posso esmagar.


beijinhos

Silvia Mota Lopes disse...

E sabes uma coisa no dia 15 de Setembro vou gritar!!!!

Flor de Jasmim disse...

Eu não tenho medo, eu tenho pavor!
mas sabado irei para a rua gritar bem alto.

Beijinho e uma flor

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Respondi ao seu comentário e lancei-lhe um desafio.

Maria João Brito de Sousa disse...

Gostei do comentário da Lídia; "quando é a própria sobrevivência que está em causa, o medo deixa de fazer sentido" ... a nossa ou a dos nossos ideais, acredito eu.
Abraço!

jrd disse...

Devemos ter medo é do medo dos outros.