19 setembro, 2012

Passos Coelho e a lebre "TSU"

Em atletismo, uma "lebre" corre para pouco depois desistir e fazer com que outros vençam...

Nem todos sabem, mas podem ficar a saber, que as "lebres" são uma manha consentida para que outros, que não elas, ganhem a corrida. As "lebres", em provas de fundo (e dizem os "mentalizadores" de serviço que a crise está aí para durar), têm uma intervenção planeada: imprimem passada enérgica e forçada que parece desadequada à prova exigindo um esforço sobre-humano. Todos, os mirones e os outros competidores, concentram a atenção na "lebre": os mirones julgam que ela, posta a correr, corre para ganhar e dividem-se, uns aplaudem, outros apupam; os competidores perdem a noção da sua própria estratégia para a corrida; os escolhidos para ganhar, passam quase despercebidos e quando tudo está de cabeça perdida, são estes que ganham a corrida. É isso, as "lebres" distraem... 

Desde que Passos Coelho lançou a criativa taxa TSU, alguém mais falou na enxurrada de medidas gravosas que está preparada? O Conselho de Estado vai dizer quando é que a "lebre" vai abandonar a corrida, fazer inverter os discursos, suspirar de alivio os vencedores e, talvez até, venha a ser anunciado que serão nomeados novos "lebres"... 
A analogia (quase metáfora) já vai longa. Por mim, não pega a manobra e dia 29, na rua, vou exigir outra prova. 
Esta, não presta!