19 setembro, 2012

Passos Coelho e a lebre "TSU"

Em atletismo, uma "lebre" corre para pouco depois desistir e fazer com que outros vençam...

Nem todos sabem, mas podem ficar a saber, que as "lebres" são uma manha consentida para que outros, que não elas, ganhem a corrida. As "lebres", em provas de fundo (e dizem os "mentalizadores" de serviço que a crise está aí para durar), têm uma intervenção planeada: imprimem passada enérgica e forçada que parece desadequada à prova exigindo um esforço sobre-humano. Todos, os mirones e os outros competidores, concentram a atenção na "lebre": os mirones julgam que ela, posta a correr, corre para ganhar e dividem-se, uns aplaudem, outros apupam; os competidores perdem a noção da sua própria estratégia para a corrida; os escolhidos para ganhar, passam quase despercebidos e quando tudo está de cabeça perdida, são estes que ganham a corrida. É isso, as "lebres" distraem... 

Desde que Passos Coelho lançou a criativa taxa TSU, alguém mais falou na enxurrada de medidas gravosas que está preparada? O Conselho de Estado vai dizer quando é que a "lebre" vai abandonar a corrida, fazer inverter os discursos, suspirar de alivio os vencedores e, talvez até, venha a ser anunciado que serão nomeados novos "lebres"... 
A analogia (quase metáfora) já vai longa. Por mim, não pega a manobra e dia 29, na rua, vou exigir outra prova. 
Esta, não presta!

6 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Já disse isso por curtas palavras no FB!
Será que o problema se resume à TSU?!
E o resto?

Abraço

Vítor Fernandes disse...

Deixaram até de falar que os reformados vão levar um ginbalau de 3,5 a 10%. Os reformados não podem fazer greves e muitos deles, devido à idade ou à saúde nem podem ir a manifestações. É a mais ignóbil das medidas.

jrd disse...

Tens razão. O que por aí há mais são "gatos".

Graça Sampaio disse...

Até tenho medo de ficar a saber quem serão as próximas "lebres"! Querem mesmo matar-nos do coração! E é que todos os meus antecedentes familiares eram cardíacos e disso se finaram...

Jesus Christ!!!

Lídia Borges disse...


É óbvio que a TSU se tornou a vedeta da corrida, não sei se respeitando alguma estratégia pré-concebida, se não. O que sei é que a reação das pessoas nas ruas se deu porque esta medida tocava a todos e todos são muitos... Agora, quando a "coisa" é direcionada apenas a um setor da população ou a uma classe profissional em particular lá se vai o consenso, a solidariedade, a união.
"Dividir para reinar" será o lema. A teia vai sendo tecida...



Lídia

Isa GT disse...

Pelo que fiquei a saber, na Europa, a corrupção só é maior do que a nossa, na Itália e na Grécia, ora o problema da TSU e de todas as medidas que aí vêm, tem uma origem e foi o que nos fez chegar até aqui, e aí, concordo com Paulo Morais, a Mega-Central de negócios instalada na A.R., nos Partidos, com políticos, Governos... e com um Tribunal de Contas onde não aparecem documentos que, muitas vezes, até se diz enganado e, no entanto, não são anulados contratos que nos estão a sugar agora e por muitas décadas... e depois andamos distraídos com as consequências em vez de atacar a raíz do problema e a Pocuradoria... dorme e deixa andar...
A Lei que nos faz pagar os custos das estradas que estão "às moscas" para que os privados continuem com os seus lucros de 18% foi aprovada na AR e não havia nenhum Partido maioritário... são estas coisas que não devemos deixar passar. Exigir a criminalização dos políticos, códigos de ética... coisas que o povo deve querer, seja qual for a sua ideologia política porque, nesta altura, temos que juntar quem é honesto, cidadãos e políticos que também o sejam (ainda os há), e lutar contra uma Máfia instalada que vai aprovando leis à sua medida.
Há anos que se sabe que em todos os Contratos que o Estado faz se perde, pelo caminho, 85% do dinheiro ou no mínimo 40%... são luvas muito caras para um país tão pequeno e... não vejo na AR muita gente preocupada com o assunto... a TSU é uma consequência, não um problema, portanto, isto de "espernear" e reclamar pelos motivos errados... não vai dar a lado nenhum.

Bjos