18 novembro, 2018

UMA HIPÓTESE DE HUMANIDADE


"Talvez a história do homem seja um enorme movimento que nos leve à humanização. Talvez não sejamos mais que uma hipótese de humanidade e talvez se possa chegar a um dia, e esta é a utopia máxima, em que o ser humano respeite o ser humano..."
José Saramago, in “Escribí para saber si hay una forma más humana de vivir que no sea la crueldad”,
La Voz de Lanzarote, Lanzarote, 25 de Junho de 1996

Lembro de ter recolhido, em 2010, este escrito numa homilia minha. Ao ver o vídeo acima ocorre-me que a esperança de ver realizada a utopia máxima,  referida por Saramago, se reforça. É que quanto mais observo os animais, mais gosto dos seres humanos e fico convicto que o reconhecimento é o sentimento que um dia nos salvará a todos…O reconhecimento só pode acontecer quando alguém foi bondoso, tanto, que força como resposta um gesto belo humano (mesmo partindo de um símio), um acto solidário (que se espera humano).

4 comentários:

Ana Tapadas disse...

Como adivinhas, gosto muito de Saramago...

Beijinho

Janita disse...

Nada há de mais gratificante do que o reconhecimento.
Cuidar com bondade e carinho traz o retorno da dedicação.
A retribuição dos afectos é algo indescritível.
Emocionante exemplo.

Grata, Rogério.

Maria João Brito de Sousa disse...

Bom dia, Rogério :)

Acredito que a empatia é algo que está embutido em todos nós, elementos da espécie humana, estando-o também noutras espécies. Nalguns de nós, manifestar-se-á mais efusivamente, noutros menos, mas sempre esteve presente na nossa humana condição.

A evolução, essa mal entendida, nunca fez uma caminhada muito linear, nem privilegiou apenas os fisicamente mais fortes. Bem pelo contrário, foram os que se mostraram mais capazes de desenvolver relações empáticas e simbióticas com outros grupos da sua espécie que se mostraram mais aptos para evoluir. A natureza, a nossa humana natureza, tem-se apoiado em "bons genes" ao longo da sua caminhada evolutiva, mas não tem o monopólio da empatia e dos afectos. A esse, partilhamo-lo com outras espécies das quais estamos muito mais próximos do que aquilo que gostamos de admitir.

Claro está, porém, que a crueldade e o egoísmo coexistem em nós em conjunto com a empatia e o espírito de cooperação. Seria estúpida e extremamente ingénua se te dissesse que acredito que em breve virão a ser erradicados tanto a crueldade quanto o egoímo, mas acredito que seja por aí que deveremos continuar a caminhar no sentido da plena realização da espécie humana.

Abraço

Larissa Santos disse...

Os afectos, sejam pelo que for, estão nas nossas mãos... :)) Adorei

Do nosso amigo Gil António, com: Infinito de Amor..

Bjos
Votos duma óptima Segunda- Feira