11 abril, 2013

Maria do Céu Guerra e a amargura dela... que é também a nossa

“um país onde se cortam as árvores para que não façam sombra aos arbustos”
"Não sei se este é o meu último espectáculo.
A amargura com que vou estrear este belo texto de Nascimento Rosa – nonagésima produção da Barraca no seu trigésimo sétimo ano de trabalho ininterrupto – não é suportável nem admissível. Nenhum governo tem o direito de ser tão desproporcionado nas suas medidas e tão arbitrário nos seus fundamentos.
Depois do nosso trabalho ter viajado no País, na Europa e fora dela recolhendo distinções especiais e um carinho que estes funcionários de quem depende a sobrevivência de companhias como esta estão longe de saber o que é
Vemos que os Comissários de Cultura que gastam na administração dos seus sumptuários gabinetes ,nas consultas jurídicas que lhes respaldem os embustes e nas embaixadas milionárias em que transportam coisa nenhuma, a grande parte do orçamento que têm para administrar e fomentar a Criação Artística, aguardam ansiosos que A Barraca dê o seu último suspiro.
Estamos num país de Inveja e Histórica Mediocridade. Por que razão seria agora diferente? Desviam-se os olhos do vizinho que jáz no passeio , na pressa com que estamos de chegar ao conforto do lar.
Como disse Sttau Monteiro “um país onde se cortam as árvores para que não façam sombra aos arbustos”. - Maria do Céu Guerra
Trouxe foto e texto do post editado por Carlos Fonseca, da sua página do facebook, também como forma de me penitenciar do facto de ter publicado, há dias, um poema declamado por Maria do Céu Guerra, sem me dignar a citar o nome dela. Não sei se tenho perdão...