03 abril, 2013

Nem pensar, nem ouvir, nem ver, nem questionar... mas todos os dias há acções contra o pensamento único!

Sem perder os sentidos importa-lhes que os não use. A imposição de um pensamento único o recomenda. Na impossibilidade de seguir a recomendação, descobrem e utilizam práticas com elevada eficácia. Mostram o que querem mostrar, o que não se mostra não existe. Calam o que não pretendem que se oiça, do que não se fala não existe. Não se questione, as perguntas que não se colocam não existem. Nem existem as possíveis respostas.  
Vivemos tempos em que o pensamento difundido, vestindo vestes diferentes, aparenta a pluralidade das vestes ostentadas...  dentro, o mesmo corpo, parecendo outro. Assim, perante a aparência, se constrói a alternância...
Como romper o ciclo? Como fazer pensar, fazer ouvir, fazer ver, fazer falar? Como fazer para romper com o pensamento único? É mais importante encontrar esta resposta que o resultado do impacto da moção de censura, ou o que o Tribunal Constitucional tiver para dizer. Um e outro procurarão fazer diluir nos decibéis agressivos de quem detém o poder de impor o pensamento único, com diferentes, mas expressivas "narrativas"...  
Vai ser difícil sair disto. Mas o povo soube sempre encontrar saídas!

...e todos os dias há acções contra o pensamento único!