10 janeiro, 2014

Diário de um eleito - (4)


Desta vez reporto um jantar. A Assembleia de Freguesia, despida de regimento, reunia em informal convívio. Quando chegámos, eu e o Rui, já estavam nas "entradas" e sentámo-nos numa ponta, entre quatro ou cinco cadeiras vazias. Entretanto, chegaram o Presidente da Junta e o João. Depois, não me lembro quem, pegou num assunto, já não me recordo qual. Mas foi como as cerejas, a cada uma puxada outras vinham atrás. Falámos de tudo, de bola, das nossas mulheres, das que tinham interesse e das que estavam tomadas enjoo por tal jogo. Falámos numa rua digna a que dar o nome de Eusébio, sem encontrarmos qual. Alguém sugeriu nessa altura que falássemos de política, consentimos, e muito nisso falámos. "Damos atenção ao que diz o PCP!" disse alguém, ao que retorqui "Gostamos que nos deem atenção!", e dissertei sobre os valores do trabalho, sobre educação e sobre a geração dos "Morangos Com Açúcar". O Rui falou sobre trabalho precário. Quando chegou à altura de atacar aquela frase feita do "vivermos acima das nossas possibilidades e agora pagamos por isso", não me ocorreu citar Mark Twain. Mas agora, que escrevo, me recordo dessas palavras. Dizia ele (escrevia eu): "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover!"

Antes dos apropriados discursos finais, prometi ao João dar-lhe opinião mais detalhada sobre o que a banca fez do país. Aqui a deixo, por voz mais autorizada.