26 janeiro, 2014

Geração sentada, conversando na esplanada - 50 (... sem praxe, não haveria troika))

(ler conversa anterior)
"Praxe: o desejo de obedecer hoje para comandar amanhã" ..."O tipo de cerimónia, jogos e palavreado era muito parecido entre faculdades, muito mais do que o que estava à espera." 
Bruno Moraes Cabral, comentando a sua "Praxis"

As professoras comentavam os excessos e o senhor engenheiro falava do seu tempo. Percebi que tinha, da praxe, uma opinião formada: "As elites precisam de ensaiar a tempera de quem está a ser formado para mandar, começam por aprender a sentir o que sente um humilhado e ofendido para depois treinar a humilhação e a ofensa!" dizia-me com ar convicto.  Olhei-o silencioso e pensativo, depois interroguei:
- "Sem praxe, não haveria troika?..."
- "Sem competências adequadas e almas treinadas, não!"
- "Almas duras, treinadas em actos de humilhação?"
- "E também almas amolecidas, treinadas em serem humilhadas e ofendidas!"
- "A desumanidade é um conteúdo formativo"?
- "Isso!"
- "Estamos então todos nós a ser "pranxados"?
Ele endereçou-me um afirmativo e triste sorriso, e depois mergulhámos os dois na leitura dos jornais, onde confirmámos o que até ali tínhamos dito.

E porque os retrocessos civilizacionais nunca são iguais... quando cheguei da esplanada, fui lembrar:

7 comentários:

Bruno disse...

Já que venho do post anterior a carregar links, isto da praxes lembra-me sempre uma palavra: conformismo.

http://www.youtube.com/watch?v=SnAyr0kWRGE

jrd disse...

A propósito do link, teria valido a pena praxar o presidente do conselho dando-lhe o golpe de coelho.

O Puma disse...

Desgoverno praxa o país

Tétisq disse...

A maioria dos jovensinhos nomeados pelo governo, especialistas de nada, foram muito activos na sua vida académica, praxaram para ter protagonismo e ganhar eleições académicas... as associações académicas são a escola de alguns politicos

Graça Sampaio disse...

Nunca consegui suportar as ditas "praxes"! Sempre as considerei uma estupidez sem tamanho porque só se submete quem for mesmo muito, mas muito ignorante, estúpido, provinciano! E, cá pelo "burgo", há desses aos montes!

Graça Sampaio disse...

Another brick in the wall = carneirada - em tradução livre...

Maria Eu disse...

Fazem-nos mais um tijolo... Em resmas alinhadas, ordenadas...
Conformismo, sim, o Bruno tem razão!

Beijinhos Marianos, Rogério! :)