13 setembro, 2010

Proclamação

Panorâmica da mesa e da assistência à sessão, onde a importante proclamação
"Apelo à Participação Cívica", foi apresentada

PROCLAMAÇÃO

Caros seguidores, visitantes comentadores ou apenas passeantes, anónimos furtivos, homens, mulheres, poetas e loucos...

Caros Amigos,

Para fazer o que ainda não foi feito, sei como ainda somos poucos.

Somos poucos para reiniciar a jornada. Mas, como sempre acontece, outros se juntarão. Ninguém está impedido de retomar caminhos percorridos ajustando o percurso, corrigindo palavras e emoções, procurando convergências. O passado não se corrige, dirão. Façamos então a correcção do futuro, não repetindo erros do passado. Somos poucos para operar o milagre de fazer tudo regressar à pureza da madrugada que nos deu esperança. Mais que proclamação é um apelo: Façamos da próxima eleição a primeira. Cada um escolha a melhor forma, mas sugiro uma: renasçam, com a memória completa e com o equilíbrio requerido a quem tem nas mãos um pequeno poder. Usem-no!

Eu, por mim, vou ser coerente com aquilo que me fez estar aqui. Prometo não sair dos objectivos que tracei e respeitarei os princípios declarados. Estes:

  1. Não entrarei no jogo político, por isso, não comentarei discursos ou posições de qualquer partido ou candidato;
  2. Trarei para a minha agenda discursos ou posições partidárias sempre que a imprensa deles faça omissão ou distorção;
  3. Denunciarei todas as notícias ou opiniões que, em meu juízo, colocam em causa a reputação e o bom nome das pessoas sem a devida prova e fundamentação do interesse público;
  4. Trarei para o meu blog todos os temas que julgo serem omitidos por razões que a razão desconhece ou me parecerem arredados da agenda das redacções da imprensa semanal;
  5. Tentarei suprir a ausência da actividade da ERC na análise a estes jornais.
  6. Em datas festivas, ou sempre que me dê na real gana, publicarei poemas, vídeos e outras e outras cenas, desde que se integrem no espírito da minha declaração de princípios.

Serei assim um apoio à vossa obrigação cívica através do acto de cidadania que assumi em 31 de Dezembro de 2009. Não, não julguem que me remeto para uma posição de equidestância e de isenção. Tenho convicções, apoio um candidato e não procuro isenção. Defendo soluções pelos valores de esquerda e são esses valores que pautarão esta intervenção a que me proponho.

Faço esta proclamação nas instalações apropriadas e com alguma simbologia: Que Cavaco Silva não chame a estas eleições um figo. Um Figo Maduro!

Obrigado pela V. atenção

(aqui não é possível retransmitir a tremenda ovação ao orador, que ainda dura de forma entusiástica, à hora da publicação deste post)